No Espírito Santo, 58 mil pessoas desistiram de procurar emprego, diz IBGE

Cerca de 58 mil pessoas no Espírito Santo desistiram de procurar por um emprego no segundo trimestre deste ano, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (28).

Os cidadãos que integram essa parte da população são chamados na pesquisa de “desalentados”.

São pessoas que não buscam emprego por considerar que não conseguiriam um trabalho adequado, que não têm a experiência profissional ou qualificação necessária, que não conseguiram emprego por serem jovens ou idosas demais, ou simplesmente por não haver trabalho na área em que vivem.

No segundo trimestre, esse grupo teve 17 mil pessoas a mais que no trimestre anterior, o que representa um salto de 40% na quantidade de capixabas nessa situação.

Em relação ao segundo trimestre de 2019, foram mais 26 mil desalentados, um crescimento de 78,2%.

O estudo também divulgou indicadores como taxa de desocupação, nível da ocupação, população ocupada, população desocupada, rendimento médio real de todos os trabalhos e taxa composta de subutilização da força de trabalho, seguindo recomendações internacionais da OIT – Organização Internacional do Trabalho.

Entre abril e junho deste ano, a taxa de desocupação no Espírito Santo foi de 12,3%. No trimestre anterior, ela foi de 11,1% e, no mesmo período do ano anterior, 10,9%.

A população desocupada foi estimada em 247 mil pessoas, 9 mil pessoas a mais que no trimestre anterior e 8 mil pessoas a mais que no segundo trimestre de 2019.

A população ocupada foi estimada em 1,759 milhão de pessoas, 140 mil pessoas a menos que no trimestre anterior e 188 mil pessoas a menos que no segundo trimestre de 2019.

Economia local

O Espírito Santo perdeu 3,2 mil lojas de varejo no segundo trimestre. Durante esse período, foram fechados no Brasil 135,2 mil estabelecimentos de varejo, causando a extinção de 500 mil vagas formais de trabalho.

Julho dá sinais de melhora

Mas, apesar dos dados da pesquisa, o mês de julho já começa a sinalizar que a situação pode estar melhorando. Empresas voltaram a contratar e estão empregando pessoas que estavam há um bom tempo atrás de uma oportunidade.

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