Neozelandês exalta trajetória até o CTE/Colatina e diz que "paixão dos brasileiros pelo futebol é incomparável" • SiteBarra

Neozelandês exalta trajetória até o CTE/Colatina e diz que “paixão dos brasileiros pelo futebol é incomparável”

Por Vitor Nicchio — Colatina, ES
Fonte: Globo Esporte

O CTE/Colatina, em curto prazo, mudou o perfil das contratações pensando no Campeonato Capixaba 2022. Entre os nomes apresentados, a diretoria do time da Princesa do Norte evidencia todo esse ímpeto na chegada do neozelandês Joey Omotani, uma das apostas do olhar voltado para o mercado internacional.

O meio-campista chegou à cidade de Colatina, na virada do ano, e as postagens no perfil oficial do CTE/Colatina nas redes sociais deram o que falar. Pelas manifestações, a maioria dos torcedores se mostrou satisfeita e esperançosa com a chegada de Joey.

O time da Princesa do Norte divulgou as primeiras imagens do jogador ao lado do ucraniano Sinitsyn Nikita, que também foi apresentado oficialmente no último sábado. As conversas por Joey Omotani aconteceram através do mesmo agente, Daniel Purset, mas as duas negociações ocorreram de forma independente.

– Acho ótimo e uma oportunidade perfeita na minha primeira liga profissional em tempo integral. A paixão dos brasileiros pelo futebol é incomparável à da Nova Zelândia. Muitos jogadores da Nova Zelândia estão indo para a América do Norte ou Europa. E, embora seja uma ambição minha um dia jogar na Europa, escolhi vir para o Brasil porque sabia que seria uma experiência fantástica e diferente. Aos 23 anos ainda tenho muito a aprender, mas também estou em uma idade em que aprendi algumas coisas importantes na minha carreira no futebol – declarou ao ge.

 

Com experiência no futebol australiano e neozelandês, Joey Omotani chega para ser uma opção para o meio de campo do CTE/Colatina. O segundo volante tem como característica criatividade, visão de jogo e qualidade de passe. Além disso, Joey chama a atenção por sua polivalência, que o permite cumprir diferentes funções.

– O início da minha carreira profissional foi um importante aprendizado. O North Shore-NZL é, na verdade, meu clube local de infância e joguei lá aos 10 anos. Depois, aos 17, voltei a fazer parte do time principal. Tive um jovem treinador que acreditou em mim e aprendi muito com alguns jogadores muito experientes que estiveram no clube. Muitas vezes saí do banco para jogar fora de posição na ponta e fiz minha estreia como lateral-direito. Mas essas experiências foram muito boas para eu seguir em frente.

Você é um neozelandês com experiência no exterior. Nova Zelândia e Austrália são dois países muito próximos. Qual é a relação entre eles na sua carreira?

– A relação entre a Nova Zelândia e a Austrália é amistosa, mas acirrada, principalmente no mundo esportivo. Para mim, eu queria sair da minha cidade natal e ter uma experiência na Austrália, pois posso ir para lá sem visto, devido ao meu passaporte neozelandês.

Joey Omotani nos tempos de North Shore United — Foto: Arquivo Pessoal

Joey Omotani nos tempos de North Shore United — Foto: Arquivo Pessoal

Em que cidade você nasceu e qual é a sua relação com o Japão? Você e sua família mantêm a influência da cultura japonesa?

– Nasci em Auckland, Nova Zelândia. Respeito a cultura japonesa e como meus pais são japoneses, cresci dentro de uma casa japonesa na Nova Zelândia. Meus pais voltaram para o Japão quando me mudei para a Austrália há cerca de quatro anos. Eles estão totalmente imersos em sua terra natal, onde nasceram, enquanto eu estou do outro lado do mundo. Porém, como fui criado pelos meus pais, claro que tenho algumas influências que são japonesas.

Você estava no West Coast Rangers, da Nova Zelândia, depois do seu tempo na Austrália. Acredita que está pronto para mais uma experiência em outro país?

– Jogar no West Coast Rangers foi um passo importante na minha carreira. Meu amigo me colocou em contato com o treinador (Albert Riera Vidal), que era alguém que eu admirava como jogador. Aprendi muito com ele taticamente, mas também sobre sua mentalidade, que estou confiante que me ajudará nesta experiência no Brasil. Sem meu tempo no West Coast, eu não estaria tão pronto para esta experiência no Brasil.

Joey Omotani pelo Waitakere United Youth, da Nova Zelandia — Foto: Arquivo Pessoal

Joey Omotani pelo Waitakere United Youth, da Nova Zelandia — Foto: Arquivo Pessoal

Em quais posições você joga e quais são suas principais características?

Sou um segundo volante, mas sou capaz de jogar em qualquer lugar do meio-campo. Aprendi que é muito importante ser versátil, principalmente para o treinador ter opções diferentes taticamente. Minhas principais habilidades, eu diria que, são minha visão, criatividade e passe.

Você fala espanhol ou outro idioma além do inglês? Como é a comunicação com os companheiros no CTE/Colatina?

– Eu entendo espanhol, falo um pouco de japonês porque cresci na casa dos meus pais e falo bem italiano. Passei algum tempo na Escola Italiana de Futebol em Perugia e com o meu tempo lá, aprendi italiano na Universidade. Além disso, quando assisto à Série A (Campeonato Italiano), tento assistir com a narração italiana! A comunicação com meus companheiros de equipe é difícil porque o português não é como qualquer outro idioma. No entanto, quando entramos em campo é muito mais fácil, porque o futebol é global e o jogo não muda. Espero aprender o idioma rapidamente para poder me comunicar melhor.

Tem acompanhando as interações nas redes sociais?

– Meus amigos em casa têm mais redes sociais do que eu, então eles me mantêm atualizado. Na verdade, tento ficar longe das redes sociais, pois sinto que posso perder tempo lá. Mas nesta época, é impossível não ter uma ideia do que está acontecendo online.