Não há risco de falta de oxigênio no Espírito Santo, diz Secretaria de Saúde

Embora a demanda por oxigênio medicinal tenha aumentado em 60 mil metros cúbicos no estado, Sesa afirma que a produção do principal fornecedor garante o abastecimento para os hospitais.

Hospital Jayme dos Santos Neves é destaque nacional contra Covid-19 — Foto: Governo do Estado/Divulgação

Hospital Jayme dos Santos Neves é destaque nacional contra Covid-19 — Foto: Governo do Estado/Divulgação

O Espírito Santo não corre risco de ter falta de oxigênio medicinal nos hospitais. A afirmação é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que declarou por meio de nota que, embora o Estado não produza oxigênio, o principal fornecedor tem condições de garantir o abastecimento.

O questionamento surge após as cenas de desespero protagonizadas por familiares de pacientes internados em Manaus, no Amazonas. A saúde pública da região entrou em colapso após o aumento das internações por Covid-19, em um novo surto da doença. O governo do Amazonas já transferiu mais de 70 pacientes para outros estados. Até mesmo o Espírito Santo se disponibilizou a receber pacientes.

No Pará, sete pessoas da mesma família morreram por falta de oxigênio em menos de 24 horas.

“Sabemos desde o começo [da pandemia] a importância do oxigênio para um paciente com Covid. Do ponto de vista do fornecimento de oxigênio, temos absoluta segurança de que estamos com nosso planejamento adequado”, reforçou o subsecretário de vigilância epidemiológica, Luiz Carlos Reblin

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De acordo com a Sesa, a demanda normal de oxigênio medicinal no Estado é de 300 mil metros cúbicos nos hospitais da rede pública estadual. Essa demanda aumentou para 360 mil metros cúbicos atualmente, durante a pandemia.

O contrato de fornecimento do oxigênio, segundo a secretaria, já foi aumentado em 38,92%, e ainda não chegou à sua capacidade máxima de utilização. Além disso, o fornecedor já informou à secretaria que, caso necessário, o fornecimento pode ser aumentado em mais de 100%.

O principal fornecedor possui capacidade de produção de 5 milhões de metros cúbicos por mês.

“O Estado se preparou de maneira adequada desde o início da pandemia, pensando em todos os aspectos: ampliação de leitos, ampliação no atendimento da atenção básica, ampliação de teste no Lacen [Laboratório Central], mas também o cuidado com outros insumos: medicamentos, EPIs, e também com oxigênio”, apontou Reblin.

Luiz Carlos Reblin, subsecretário de Vigilância em Saúde no ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Luiz Carlos Reblin, subsecretário de Vigilância em Saúde no ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

A respeito do monitoramento de doses que serão aplicadas no Espírito Santo, Reblin esclareceu que ele será feito a partir de um sistema que está sendo elaborado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com Reblin, esse sistema deve ser disponibilizado ainda nesta quarta-feira (30) para monitoramento.

“Os municípios estão registrando essas doses aplicadas. Vão alimentar um sistema nacional que o ministério concluiu ontem à noite e vai disponibilizar hoje para monitoramento. Aí, teremos o monitoramento diário das doses aplicadas em cada cidade. Essa informação ainda é restrita, porque não é oficial, mas ela oficialmente será feita através do sistema do Ministério da Saúde”.

O subsecretário também disse que o Ministério da Saúde demorou a reagir à pandemia com informações relacionadas ao esquema de vacinação e sobre onde as informações sobre as doses aplicadas deverão ser cadastradas.

“O ministério demorou a nos repassar várias questões específicas e próprias da campanha de vacinação: é o ministério que determina qual o grupo prioritário, que diz onde vamos alimentar as informações sobre efeitos adversos, e onde vamos alimentar as informações das doses realizadas. É por isso que teve um atraso geral, inclusive na própria distribuição das doses. Foi informado em cima da hora, tivemos que correr para fazer essa distribuição, infelizmente. Um atraso que não é responsabilidade nossa”.

Reblin também disse que o governo está verificando a possibilidade de comprar as próprias vacinas contra a Covid-19 junto aos laboratórios fabricantes.

“Doses adicionais ainda não foram informadas pelo Ministério da Saúde. Estamos aguardando essa informação. O ES tem buscado, através dos contatos, das empresas que fabricam, a possibilidade da aquisição de doses para uma eventualidade de interrupção de fornecimento do ministério, ou até para acelerar o plano nacional, sempre dentro dos grupos prioritários estabelecidos. Havendo vacina aprovada para aplicar no Brasil e disponibilidade de doses, nós poderemos, sim, fazer a aquisição de vacinas”.

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