Na Hungria, governo de Viktor Orbán utilizou spyware israelense para monitorar jornalistas, empresários e estudantes


Celulares de jornalistas e empresários húngaros foram hackeados com o spyware Pegasus, da empresa israelense NSO Group, que vendia o serviço a governos. Sob o regime de Viktor Orbán, aliado de Jair Bolsonaro e da extrema-direita mundial, o país vem sofrendo ataques constantes a sua jovem democracia. 

Um ex-funcionário da empresa, falando sob condição de anonimato, confirmou que o governo de Orbán era um cliente. Mais de 300 números de telefone húngaros — conectados a jornalistas, advogados, grandes empresários e ativistas, entre outros — constam em uma lista de selecionados para vigilância. 

Os telefones com infecção confirmada pelo Pegasus pertencem a dois jornalistas do veículo húngaro Direkt36, Szabolcs Panyi e Andras Szabo, além de um empresário, que não quis ser identificado.

Autoridades húngaras tentaram rastrear ainda o telefone do estudante de doutorado e ativista belga-canadense Adrien Beauduin.

A tecnologia Pegasus, que o clã Bolsonaro buscou trazer para o Brasil, dá acesso total ao dispositivo, permitindo que autoridades revisem e-mails, textos, fotos e mensagens em aplicativos de comunicação criptografados, como WhatsApp e Signal. Além disso, ela permite espionar conversas telefônicas, secretamente ligar câmeras e microfones e organizar dados de localização. 

A NSO diz que não opera o produto após a venda para governos e que “continuaria a investigar todas as alegações de uso indevido”. (Com informações do Estadão). 


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