Motoristas cobram melhorias em trecho ‘sem dono’ da BR-262 no Espírito Santo

Um trecho de apenas 700 metros na BR-262, em Cariacica, no Espírito Santo, tem provocado acidentes e prejuízos a motoristas e motociclistas. O pedaço da rodovia, que ficou “sem dono” depois de não ter sido contemplado em um contrato de concessão, tem ondulações e buracos que só devem ser reparados após a contratação de serviços de melhoria, prevista para o fim deste ano.

Quem passa pelo trecho, que vai do quilômetro 6,4 ao 7,1, próximo ao viaduto da Ceasa, reclama. O asfalto cedeu e a via ficou cheia de ressaltos.

O motorista de ônibus Flávio Coelho passou 45 dias afastado do trabalho após cair de moto no local. “Vim normal, a pista tinha sido recapeada. Aquele recapeamento acabei e eu me deparei com aqueles desníveis na pista. Quando passei, perdi o controle da moto e caí”, lembrou.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) admite que existe o problema. Em entrevista à TV Gazeta, o superintendente regional do Dnit, Romeu Scheibe Neto, explicou que, inicialmente, o trecho seria contemplado no contrato de concessão da BR 101. Mas isso não aconteceu.

Por causa disso, ele não ficou sob a responsabilidade da concessionária, a Eco-101, e também não podia receber obras do Dnit. Durante alguns anos, os 700 metros de rodovia ficaram sem dono.

“O problema é que como existia essa intenção, esse mesmo trecho entrou no Sistema Nacional de Viação (SNV) (documento que lista as áreas em que o Dnit pode atuar) classificado como ‘concedido’, impossibilitando o Dnit de atuar nele, justamente por estar classificado no sistema assim”, disse.

Foi preciso fazer uma nova classificação no sistema e, recentemente, o trecho voltou a ser de responsabilidade do Dnit, que agora precisa contratar o serviço de melhorias. A licitação, de acordo com o Dnit, deve sair até o fim do ano.

“O Dnit está fazendo um levantamento das necessidades da rodovia para fazer uma licitação ao longo deste ano e contratarmos, até o final do ano um novo contrato de manutenção da BR 262, que a gente chama de Plano Anual de Trabalho e Orçamento”, afirmou.

O superintende afirmou que a via terá a pavimentação adequada, assim que o segmento estiver contemplado nos contratos de manutenção da rodovia.

“O usuário tem razão: está feio, é um segmento crítico, que, infelizmente, a gente não consegue atuar, por enquanto. Fizemos intervenções nas vias urbanas de Cariacica, mas paramos do Km 6.4 até o Km 7.1, que era o nosso limite legal. Mas está no nosso radar fazer esse segmento tão logo ele esteja no contrato de manutenção”, completou.

 

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