Morte de motorista de ambulância por Coronavírus reforça necessidade de cuidados entre os profissionais no Espírito Santo

Dejair Siqueira Rangel, de 69 anos, trabalhava há anos como motorista de ambulância no município de Vila Velha. Ele recebeu homenagem dos colegas.

Por André Falcão, G1 ES

Dejair Siqueira Rangel, de 69 anos, que trabalhava há anos como motorista de ambulância, foi vítima da Covid-19

Atuando na linha de frente do combate à Covid-19, o motorista de ambulância Dejair Siqueira Rangel, de 69 anos, foi mais uma vítima da doença no Espírito Santo. A morte dele, na segunda-feira (29), acendeu o alerta sobre a necessidade dos cuidados por parte dos profissionais da categoria.

Dejair é um dos milhares de profissionais da área de saúde que contraiu a doença no Espírito Santo, mesmo seguindo todo o protocolo indicado para evitar a contaminação. Antes de morrer, ele passou mais de 10 dias internado no hospital.

A auxiliar administrativo do setor de ambulâncias Luciana Freitas foi quem acompanhou o colega em busca de atendimento. Para ela, a morte do amigo reforça o quanto a doença é agressiva e rápida.

“Ele chegou ao hospital à meia noite de quarta-feira. Na quinta-feira, evoluiu para a UTI. Na segunda, foi intubado. No domingo ao meio dia, ele teve uma parada respiratória. Na segunda, ele infelizmente nos deixou”, lembrou a colega.

Dejair recebeu uma homenagem dos colegas. No enterro dele, os profissionais ficaram em silêncio enquanto as sirenes das ambulâncias foram ligadas.

Medo e cuidados

Até esta terça-feira (30), o Espírito Santo contabiliza mais de sete mil profissionais da saúde infectados pelo novo coronavírus.

O medo tem sido constante na rotina dos trabalhadores, que mudou após a chegada da pandemia.

No caso dos socorristas, quem chega de um atendimento tem que passar por um túnel de descontaminação. Uma roupa especial também é usada como proteção.

Um dos motoristas e socorristas do Samu, Cristiano Alves da Silva, contou que o uniforme dele é trocado e lavado todos os dias após o plantão. “O medo é de pegar e transmitir para a minha família”, declarou.

Até mesmo a equipe de atendimento nas centrais de ambulâncias de Vila Velha, onde seu Dejair trabalhava, teve que ser reforçada.

“Reforçamos a nossa equipe de médicos na regulação, justamente focados em reforçar condições que seriam fundamentais nesse momento de combate à pandemia”, explicou a coordenadora geral, Juliana Oliveira.

 

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