Morador de Vila Pavão completa 100 anos esbanjando saúde e alegria

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Por Cintia Zaché, Rede Notícia

Tanta longevidade e, uma das explicações para chegar aos 100 anos é, bom humor, alimentação equilibrada e fé. Seu Waldi Buger é morador de Vila Pavão desde 1950, e, foi um dos debravadores pelo interior do município.

Sem qualquer enfermidade, o centenário não faz uso de nenhum medicamento, é saudável e muito lúcido. Com a somatória das 10 décadas, o senhor que trabalhou a vida inteira na roça, traz apenas dificuldades na locomoção, isso claro, devido a idade, mas, nada que não lhe traga a vontade ainda de estar na lida. “De vez enquanto ele fala que está com vontade de ir para roça trabalhar, que quer ir plantar café”, conta aos risos uma das filhas, a Nellia.

Como já foi dito acima, o seu Waldi nunca foi de comer em exagero, e de acordo com a filha, nem de repetir refeições, o que ela acredita, ser um dos pontos fortes na explicação de seu pai ter completado no último dia 19, mais um aniversário, e desta vez, chegando aos três dígitos. “Ele toma café da manhã todos os dias com dois ovos cozidos, um pão e café com leite. No almoço, pode faltar tudo, menos a banana da terra frita, ele já avisou que, falte a carne, mas a banana, não”, diz a filha.

Morando desde a pandemia da Covd-19 na sede de Vila Pavão, seu Waldi residia até então, no interior, em sua propriedade, no Córrego do Estevão. “Agora ele mora comigo, mas até 2020, morava lá na roça, no mesmo local de sempre”, fala.

Seu Waldi ficou casado com a dona Frida Tones, por 67 anos, e juntos, tiveram cinco filhos: Nellia, Elmuth, Nelda, Valdenilton (In Memória) e Lucinete. Ainda, o casal criou dois filhos, o Djalma Rodrigues e Madalena Rocha, que residem hoje em dia em Rondônia. Ao todo, são 16 netos e 17 bisnetos.


A chegada em Vila Pavão

Filho de Carlos Buge e Rosana Buge, Waldi Buge nasceu no dia 19 de outubro de 1923, no município de Baixo Guandu, no Espírito Santo, local de onde mudou para Vila Pavão com o pai, no dia 31 de agosto de 1950. Nesta época, Vila Pavão não existia. A mudança aconteceu, porque, naquela época, a 2ª Guerra havia terminado, deixando junto ao Nazismo, perseguição ao povo alemão, que é a descendência do seu Waldi. “Nós estávamos sendo muito perseguidos lá, roubados também. Um amigo do meu pai disse a ele que havia essa região, que no caso era Vila Pavão, que era mata pura. Então, mudamos para o Córrego do Estevão”, narra seu Waldi.

Depois da mudança, os pais do centenário faleceram, e ficou com ele a responsabilidade de cuidar dos cinco irmãos e da família, é o que conta a dona Nellia. “Foi uma vida de luta que meu pai teve, mas ele deu conta. Quando chegamos, não tinha estradas, foi ele e o senhor Genesio Araújo, que abriram a via no enxadão, de Vila Pavão ao Córrego do Estevão, eles foram pagos pela Madeireira Vivaqua, que comprava as madeiras das famílias que ali residiam”, esclarece a filha.

Luterano desde que nasceu, o centenário sempre frequentou a igreja, e hoje em dia, devido a idade, participa menos dos eventos religiosos.

Seu Waldi Buge ainda foi vereador na Câmara Municipal de Nova Venécia, na década de 1970, época em que Vila Pavão pertencia ao município veneciano.

Uma pessoa conhecida por pelo bom humor, o centenário também é reconhecido por ser caridoso, honesto e um homem trabalhador, que passou a sua vida na lida na roça.

Ao completar 100 anos de idade, seu Buge traz um recado que usa todas as vezes que se despede de alguém, ou em meio a suas conversas. A frase é algo que faz parte de seu dia a dia e de sua vida e, assim, ele aconselha que as pessoas sejam: “Sempre feliz”. Parabéns, seu Walter, já foram 100 anos e aqui, desejamos vida longa ao senhor, claro, sempre muito feliz”.

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