Morador de Nova Venécia completa 100 anos sem abrir mão de um bom feijão tropeiro

Seu José acorda cedo, gosta de assistir missas e ver os telejornais

Seu José completou um século de vida e devido à pandemia, não pode ter a grande comemoração que haviam preparado para ele, que dedicou toda a sua vida ao trabalho e ao casamento

Chegar aos 100 anos saudável, com disposição, boa memória e aquele apetite. A descrição se enquadra para o seu José Caetano Soares, que completou um século de vida neste último dia 03. Para o morador do bairro Rúbia, a fórmula se resume a uma vida simples, de trabalho, fé em Deus, amor à família e também ao próximo.

Sem graves problemas de saúde, o aposentado revelou à Cintia Zaché, em reportagem especial de A Notícia, que não abre mão de um feijão tropeiro e uma boa carne de boi, e que, também, não bebe e nem fuma.

“O segredo é querer o bem, ajudar as pessoas. Sempre fui uma pessoa muito tranquila e paciente. Dediquei a minha vida ao trabalho, família e a religião católica, disse o centenário.

Longevidade
Nascido em 03 de março de 1921, em Vitória da Conquista, na Bahia, seu José é casado há 73 anos com a dona Maria Quaresma Soares, 90, com quem teve sete filhos, e juntos têm 20 Netos, e 13 bisnetos.

O casal mora com a filha, a Maria José Caetano Soares. Reservado, seu José sempre conta que os médicos relatam que ele desfruta de boa saúde. “Mas eu nunca imaginei chegar aos 100. É muito tempo, né?”, disse o idoso.

O neto, o técnico em radiologia e professor universitário, Flávio Carvalho Soares, se impressiona com a vitalidade do avô, que tem apenas problema de hipertensão e diabetes “Os médicos dizem que ele tem boa saúde, apesar das comorbidades. Considero uma benção de Deus essa longevidade dele”, relata.

Rotina simples
Seu José é religioso e gosta de assistir as missas. Durante o dia, não fica sem acompanhar os jornais na televisão, gosta de ficar atualizado do que acontece no mundo.

O sonho da vida, o centenário diz ter realizado, que era ver a casa cheia de filhos e netos. O aposentado tem uma rotina simples e saudável, acorda com o raiar do dia, e dorme cedo, por volta das 20h.

De acordo com o neto, a programada festa do centenário do avô não pode ser realizada, por conta da pandemia do novo coronavírus. “A reunião foi somente com os filhos. Os netos e bisnetos somente via drive thru, passaram, deram parabéns e foram embora”, explica.

Trabalho e casamento
Seu José começou a trabalhar aos 14 anos, em um armazém, na Bahia. Já casado, mudou-se para Nova Venécia, em 1976, com a dona Maria, e abriu um comércio na rua Colatina. Posteriormente, ele teve uma banca de verduras no Mercado Municipal por mais de 20 anos. “Vim para cá em busca de oportunidades. Na Bahia estava muito difícil devido a uma grande seca na época. Aqui formei a minha família, trabalhei e sou abençoado por Deus, por estar aqui junto com todos, por tanto tempo”, finaliza.

 

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