Mogai, primeira empresa a receber recursos do Fundo Primatec, fecha contrato milionário para desenvolver soluções na Petrobras

 

A capixaba Mogai, que atua no ramo da tecnologia de ponta, foi uma das 18 empresas selecionadas pela Petrobras para desenvolver soluções com investimento de R$ 10 milhões. O valor, resultado de um edital de seleção da multinacional, foi uma das conquistas da startup, promissora com sua tecnologia de ponta.

A Mogai foi a primeira empresa a ter acesso ao Fundo de Investimento em Participações (FIP) Primatec, que investe em Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), Energia, Sustentabilidade e Economia Criativa, proporcionando crescimento no mercado tecnológico capixaba. A partir desse investimento, a empresa entrou com toda força no mercado, com participações em grandes editais, até a conquista do projeto de inovação e desenvolvimento na Petrobras, em novembro do ano passado.

No ramo há mais de 20 anos, a Mogai desenvolve tecnologia para indústrias de grande porte, e tem como clientes empresas de extração e transformação, como mineração, agronegócios, petróleo, florestal, siderúrgicas, entre outros.

Nos últimos cinco anos, a empresa se reinventou e adotou o modelo de startup, apresentando um projeto para a Petrobras, que consistia na formulação de um mapa 3D de plataformas marítimas. As expectativas com o projeto englobam uma rápida e contínua geração de modelos tridimensionais, a partir de imagens de alta resolução. De acordo com o proprietário, Franco Machado, antes a empresa desenvolvia projetos de engenharia e software. “Utilizamos o conhecimento no ramo para desenvolver a tecnologia básica de visão computacional. Passamos a ser uma empresa mais focada no mercado de produtos de alta tecnologia, onde conseguimos vender um produto pronto e não mais um produto de consultoria para qualquer empresa, como era feito antes”, pontuou Franco.

O proprietário detalhou como ocorreu esse processo. “Já tínhamos um sistema baseado em visão computacional para medir material granulado, como minério, no setor de extração e transformação. Essa tecnologia ajuda diversas empresas. No entanto, exige um grande investimento para ser aplicada no mercado. Como o retorno pode ser demorado, pois existe o custo da fabricação do equipamento e do processo de venda, é preciso investir antes, um obstáculo para uma empresa ainda pequena como a nossa”, acrescentou o proprietário da Mogai.

O Fundo Primatec, do qual o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) é costista desde 2017, foi a solução para a Mogai. “Um Fundo desse tipo busca uma empresa com diferencial, que já atua no mercado e que só precisa do dinheiro para crescer ainda mais. Estávamos exatamente nesse ponto e sem esse investimento do Fundo Fip Primatec, a Mogai não teria conseguido fazer nada. As transformações e as conquistas foram a partir do investimento, que permitiu que nos organizássemos e montássemos uma equipe competente, enquanto continuávamos a desenvolver as inovações”, destacou Machado.

Atualmente, a Mogai tem mais de 30 clientes em todo o País, com a tecnologia capixaba. Apesar do momento de pandemia, o empresário segue com pensamento otimista para a retomada da economia. “As empresas de transformação, no geral, tiveram muitos problemas e isso impactou em nosso mercado. Entretanto, ainda conseguimos crescer quase 20% em 2020, se comparado ao ano de 2019”, observou.

Texto: Nayne Oliveira


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