Ministério Público pede interdição de escola em que menina morreu ao cair do 2º andar

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O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) pediu a interdição da escola onde uma menina de quatro anos morreu ao cair do segundo andar em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Segundo o MP, o período de interdição duraria até que todas as reformas sejam feitas no local. Por enquanto, a escola segue interditada e grades estão sendo instaladas. As informações são de Carolina Silveira, da TV Gazeta.

A Prefeitura de Colatina disse que ainda não foi notificada pela interdição e assim que o pedido for protocolado, vai ser encaminhado e analisado pela procuradoria do município.

Nesta terça-feira (5), uma reunião foi realizada entre a prefeitura e o Ministério Público para tratar de assuntos como apoio psicológico aos alunos e funcionários, além das melhorias na estrutura do prédio.

A prefeitura disse que abriu um processo administrativo interno para apurar o que aconteceu. Elysa de Souza Burmann foi enterrada no cemitério São Judas Tadeu, na terça-feira (5).

“O projeto executivo dela ficou pronto no dia 20 de julho. Eu não sei se, se já tivesse consertado, não é a tela, é a reforma como um todo, teria acontecido alguma coisa”, disse o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi.

Elysa de Souza Burmann, de 4 anos, morreu após cair do 2º andar de escola no ES — Foto: Reprodução/Acervo pessoal

Elysa de Souza Burmann, de 4 anos, morreu após cair do 2º andar de escola no ES — Foto: Reprodução/Acervo pessoal

De acordo com o Ministério Público, reformas e melhorias na escola municipal Cleres Martins Moreira já tinham sido solicitadas e o processo está tramitando na justiça.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.

“Foi feita a perícia técnica no local. Em princípio, aparenta que a báscula já estava danificada, pelo menos com uma das aletas da báscula danificada. A gente passa a tratar o caso agora como um possível homicídio culposo, ou doloso. Obviamente que se a gente chegar a conclusão que não houve culpa de ninguém ou nem dolo de ninguém o caso vai ser tratado como acidente”, explicou o delegado Deverly Pereira Júnior.

Polícia investiga se báscula já estava quebrada antes ou se quebrou durante acidente

Polícia investiga se báscula já estava quebrada antes ou se quebrou durante acidente

Familiares da pequena Elysa questionaram o fato da criança de quatro anos ter sido deixada sozinha por tanto tempo.

A prima da criança, Liandra da Silva, pontuou que ninguém da escola soube informar quanto tempo Elysa ficou caída no chão até ser socorrida por um funcionário. A menina caiu de uma altura equivalente a sete metros na quinta-feira (31).

“Pelo o que falaram, foi um homem da gráfica que achou ela (Elysa), ninguém sabe a hora que foi, o tempo que ela ficou ali fora. Porque se o socorro tivesse sido mais rápido, minha prima não tinha falecido hoje”, disse Liandra em entrevista à TV Gazeta.

Além da demora no socorro, a prima disse que achou estranho a menina de 4 anos estar na parte de cima da escola.

“Como que uma professora, um gestor de uma escola deixa uma criança sozinha, de 4 anos? As crianças deviam estar embaixo, onde tem grade, tem segurança, e os maiores em cima. Não que isenta o que aconteceu, porque foi uma fatalidade o que aconteceu com minha prima, e a gente vai querer justiça por isso”, relatou Liandra.

Polícia investiga se báscula já estava quebrada antes da queda da Elysa

Polícia investiga se báscula já estava quebrada antes da queda da Elysa

Elysa teve a morte confirmada na manhã desta segunda-feira pelo Hospital Maternidade São José, onde está internada e já tinha passado por cirurgia no sábado (2).

Segundo testemunhas que viram o acidente, a criança teria saído sozinha do local onde estava, que fica no segundo andar da unidade, para ir ao banheiro, que fica no térreo. No caminho, a menina entrou em outra sala, onde acabou caindo de uma altura de cerca de sete metros.

Ainda segundo pessoas que socorreram a criança, a menina foi encontrada na calçada da unidade e foi levada para dentro da escola para ser socorrida.

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