Ministério da Saúde já habilitou 10,5 mil leitos de UTI exclusivos para pacientes com covid-19

O Ministério da Saúde investiu R$ 1,5 bilhão para habilitar leitos de UTI exclusivos para pacientes com covid-19. Hoje, o País já conta com quase 10,5 mil leitos nesses moldes, sendo 247 pediátricos. O investimento do governo federal vai servir para que estados e municípios possam custear esses leitos pelos próximos 90 dias ou enquanto houver necessidade, por conta da pandemia. 

Só na última semana, foram habilitados 1.297 leitos de UTI. Os recursos são repassados no ato da publicação das portarias que autorizam as habilitações dos leitos no Diário Oficial da União. Cada leito exclusivo para pacientes com covid-19 recebe o dobro do valor normal do custeio diário para leitos de UTI, passando de R$ 800 para R$ 1.600. 

Os gestores dos estados e municípios contemplados recebem o valor antes mesmo da ocupação do leito. Segundo o Ministério da Saúde, a medida visa fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e fazer com que o atendimento chegue nas áreas mais vulneráveis. 

De janeiro a junho, o ministério enviou R$ 62 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo quase R$ 15 bilhões exclusivamente para combate ao coronavírus. 

Sudeste e Nordeste concentram maior parte dos leitos de UTI para Covid-19 habilitados pelo MS

A previsão é que um valor superior a R$ 8 bilhões ainda seja repassado nos próximos dias. Também já foram comprados e distribuídos milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, EPIs, testes de diagnóstico para covid-19 e doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus. 

Para solicitar a habilitação dos leitos, basta que estados e municípios enviem um ofício ao Ministério da Saúde solicitando a abertura deles. Os critérios para habilitações, segundo a pasta, são objetivos e simples, para dar celeridade e legalidade na publicação de portaria e transferir o recurso necessário o mais rápido possível. 

Foto: Agência Brasil

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