Ministério da Saúde dispõe sobre nova estratégia de relação ao isolamento social

Ruas vazias

Comércio fechado em Brasília, Distrito Federal, onde isolamento social amplo foi adotado. Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou, nessa segunda-feira (6), que vai adotar uma nova estratégia em relação ao isolamento social da população.  A partir do próximo dia 14, os estados e as cidades que tiverem metade dos leitos e estrutura de saúde, como respiradores e outros equipamentos vagos, poderão flexibilizar as regras de isolamento social. 

Para adotar tal medida o ministério também considera critérios epidemiológicos. A ação abranda ainda o isolamento para profissionais de saúde e segurança. O objetivo é promover o retorno gradual às atividades laborais com segurança, evitando uma explosão de casos sem que o sistema de saúde local tenha tempo de absorver.

“ É fundamental que a gente compreenda que essas medidas são temporárias, específicas, localizadas e o Governo Federal está fazendo de tudo para que elas sejam minimizadas ao máximo possível. Então é o começo de uma flexibilização para uma transição gradual e onde está implementado um distanciamento ampliado, como São Paulo e o Distrito Federal, migrar gradualmente como segurança para o distanciamento seletivo”, explica o secretário nacional de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.  

Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, as medidas devem ser proporcionais à realidade apresentada em cada município, cada região e cada capital. “Discutimos melhor com os estados e municípios de maneira em que não se tomasse medidas idênticas para situações completamente diferentes”, pontuou João Gabbardo.

Atualmente, a maioria das regiões do País está fazendo o Distanciamento Social Ampliado (DAS), quando todos os setores da sociedade precisam permanecer na residência enquanto durar a decretação da medida pelos gestores locais. Com as novas regras do MS, o método deve ser utilizado apenas nas cidades em que o número de casos confirmados tenha impactado mais que 50% da capacidade instalada do sistema de saúde local.

Já nos locais onde os casos confirmados não tenham impactado mais da metade da capacidade do sistema de saúde, a indicação é de que seja adotado o Distanciamento Social Seletivo. Apenas alguns grupos ficam em isolamento, com atenção aos de maior risco de agravamento da doença: idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes e hipertensão) ou condições de risco, como obesidade e gestação de risco. Nesse caso, pessoas abaixo de 60 anos e que não tenham nenhum outro tipo de risco poderão circular livremente, se estiverem assintomáticos.

Com informações do Ministério da Saúde e da Voz do Brasil  

 

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