Ministério da Cidadania manda bloquear 1,3 milhão de CPFs por suspeita de fraude

Enquanto milhares de pessoas ainda nem sabem se vão conseguir receber o auxílio emergencial do governo federal, o Ministério da Cidadania inciou à caça a mais de 1,3 milhão de CPFs para bloqueio e realização de uma verificação detalhada por suspeita de fraudes no Auxílio Emergencial. São exatamente 1.303.127 números de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) bloqueados.

“Não é possível ainda afirmar que esses CPFs sejam considerados cancelados ou inelegíveis para receber o benefício”, diz o ministério em nota. “Qualquer indício de ilegalidade, em especial na ótica criminal, é imediatamente informado à Polícia Federal e os pagamentos são suspensos”.

Na terça-feira, 21, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que ‘centenas de milhares’ de contas poupança digital do banco, movimentadas pelo Caixa Tem e usadas para o crédito do Auxílio Emergencial, foram suspensas por suspeita de fraude.

“Todos os bloqueios são (por) suspeita de fraude”, afirmou Guimarães. “Suspendemos centenas de milhares de contas sim, e nesse momento as pessoas podem pedir o desbloqueio”. Ainda segundo Guimarães, o total de contas bloqueadas seria equivalente a cerca de 5% do total de aprovados.

O site G1 questionou a Caixa e o Ministério da Cidadania se os bloqueios determinados pelo ministério são os mesmos a que se referia Guimarães ou adicionais a estes, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O canal para registro de denúncias de fraudes é o sistema Fala.Br (Plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação da CGU) ou pelos telefones 121 ou 0800-707-2003.

Liberação das contas – De acordo com o presidente da Caixa, as pessoas que tiveram a conta bloqueada terão que comparecer a uma agência do banco e comprovar sua identidade. “Quando a pessoa vai à agência e mostra que é ela mesma, nós liberamos rapidamente. Se ela não for, ficará sim bloqueado, porque essa questão de fraude nesse momento de pandemia é inaceitável”, disse.

Segundo a Caixa, os trabalhadores que tiveram as contas suspensas receberão a mensagem “Procure uma agência da CAIXA com seu documento de identidade para regularizar seu cadastro”, e que devem seguir essa orientação para a regularização do acesso e conta.

Estratégia de combate  – Em nota, o Ministério da Cidadania apontou que esse trabalho é consequência dos acordos firmados com a Controladoria Geral da União, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal para controle dos pagamentos do Auxílio Emergencial.

O primeiro tratamento das informações, com cruzamento de dados e aplicações de filtros, será feito pelo Ministério da Cidadania e pela Caixa. As comunicações de irregularidades são enviadas à Caixa, que verifica se houve fraude no pagamento.

“São os casos em que o Auxílio Emergencial foi entregue a uma pessoa diferente da que possui o direito de receber o benefício. Isso pode ocorrer por clonagem de cartão e acesso indevido a sistemas e contas, entre outras hipóteses”, aponta a Cidadania.

Se for confirmada irregularidade, os dados serão enviados à Polícia Federal. Se esse tipo de fraude não for identificada, os dados serão enviados ao Ministério da Cidadania para a verificação de fraudes na concessão, decorrentes de pedido e recebimento por pessoas sem direito ao Auxílio.

Caixa suspende contas do benefício por suspeita de fraude

Ainda na terça-feira, Guimarães apontou que a origem de fraude se deu no início dos cadastramentos do Auxílio Emergencial. De acordo com ele, como muitas pessoas não possuíam celular, a Caixa permitiu que um celular abrisse mais de uma conta, o que foi o “cerne da fraude”.

“Temos as provas de que a grande maioria foram utilizadas por hackers. Mas algumas pessoas são pessoas honestas que foram penalizadas”, afirmou. Ele apontou, no entanto, que os responsáveis já foram identificados, “e rapidamente serão penalizados”.

A Caixa informou que o aplicativo Caixa Tem “possui múltiplos mecanismos integrados de segurança, mantendo-se inviolável e seguro”, e recomendou que os beneficiários utilizem apenas aplicativos oficiais da Caixa e não compartilhem informações pessoais. Segundo o banco, o bloqueio preventivo é feito para proteger os clientes.

“O banco esclarece que informações sobre eventos criminosos são repassadas exclusivamente às autoridades policiais, e ressalta que presta irrestrita colaboração nas investigações”, apontou a Caixa em nota.

Leia mais

Brigada de Infantaria Paraquedista forma 749 militares

Os novos paraquedistas passarão a ostentar, em seus uniformes, as “Asas de Prata”, o “boot marron” e a “boina bordô” Foto: Marcos Corrêa/PR Neste sábado...

Operação integrada entre PM e PC resulta da prisão de suspeito em Águia Branca

Na manhã dessa quinta-feira, 20 de julho de 2020, por volta das 6h, foi realizada uma operação policial na área de Águia Branca, para...

CDL promove palestra sobre Marketing Pessoal para Microempreendedores em parceria com o SEBRAE

A CDL de Água Doce do Norte em parceria com o SEBRAE realizaram na noite de...

Parceria entre Cidadania e MEC vai estimular o desenvolvimento infantil

Integração do programa Criança Feliz com o Conta pra Mim busca incentivar a participação da família no processo de aprendizado da criança. Foto: Agência...

Leia também

Vila Pavão vacina quase três mil animais entre cães e gatos

Entre os dias 08 a 28 desse mês,...

Polícia Militar recupera motocicleta em Nova Venécia logo após ter sido furtada

Na noite do último domingo (27), policiais militares...

Veneciano é candidato a vereador em Rio Branco, capital do Acre

O empresário e farmacêutico veneciano, Alexandre Thomazini, tentará, pela segunda vez, uma vaga na Câmara de Vereadores do município de Rio Branco, capital do...