Milhares de brasileiros têm dinheiro a receber de bancos; veja se você é um deles

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O Banco Central (BC) dispõe de um serviço que permite aos cidadãos checar se têm dinheiro a receber de instituições financeiras. O Sistema de Informações de Valores a Receber (SVR) permite a consulta recursos remanescentes, para pessoas físicas e empresas, e facilita o processo de devolução.

O sistema entrou em operação no fim do ano passado e oferece informações sobre saldo credor de contas encerradas, parcelas de empréstimo e tarifas cobradas indevidamente, recursos não procurados após o encerramento de grupos de consórcio e cotas de capital a devolver em cooperativas de crédito, entre outros.

Segundo o Banco Central, um levantamento feito em junho de 2021 mostrou os clientes tinham cerca de R$ 8 bilhões a receber dos bancos, e que boa parte das pessoas desconhece ou não se lembra que tem esse direito.

De acordo com o BC, os dados estão disponíveis no Registrado e se referem a contas de depósitos em moeda nacional encerradas com saldo disponível; contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível; contas de registro mantidas por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, por sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

O sistema também tem informações sobre tarifas cobradas indevidamente, não devolvidas ou sujeitas à devolução; parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, não devolvidas ou sujeitas à devolução em decorrência de formalização de compromissos com entidades e órgãos reguladores ou de fiscalização e controle; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.

Como acessar

O interessado deverá acessar a página Minha Vida Financeira no site do BC, digitar seu CPF ou o CNPJ de sua empresa ou da empresa que você representa e ver se tem ou não valores a receber. Em caso positivo, você deverá acessar o Registrato e verificar o total de dinheiro a receber; o banco que deve te devolver o recurso; e a origem desse recurso.

Para acessar o Registrato, o interessado deve ter o login Registrato ou o login gov.br (nível prata ou ouro).

Para receber os valores de volta, há duas opções que estarão disponíveis na área da consulta. Se o cliente encontrar um aviso “Solicite aqui” significa que o banco aderiu ao Termo do BC que prevê a devolução do valor via Pix na sua conta em até 12 dias úteis. Excepcionalmente, o banco poderá pagar via TED ou DOC, mas desde que no prazo de até 12 dias úteis e desde que na conta onde você registrou a chave Pix indicada no Registrato.

Já se houver um símbolo de telefone com a indicação “Solicitar via instituição” significa que o consumidor tem valores a receber, mas o banco não aderiu ao Termo do BC e, por isso, ele deverá entrar em contato com ele para combinar a devolução dos valores.

Os valores de contas anteriores a 2001 não aparecem neste sistema. Caso o cliente queira consultar essas contas, tendo o nome da instituição financeira e o número da conta de depósito, é possível realizar a pesquisa aqui.

Cidadão pode verificar valores a receber de bancos no Registrato

A partir de hoje (24), qualquer cidadão pode consultar se tem valores a receber de instituições financeiras. O Registrato, sistema do Banco Central (BC) que fornece um extrato das informações de uma pessoa com instituições financeiras, abriu uma funcionalidade para que o usuário verifique se tem direito a recursos.

Até agora, o Registrato fornecia consultas apenas a dívidas (abertas ou liquidadas), abertura de contas bancárias (ativas ou inativas) e remessas de dinheiro ao exterior. De acordo com o BC, existem cerca de R$ 8 bilhões parados em bancos e demais instituições financeiras, esperando serem sacados.

Para reaver os recursos, o cidadão poderá pedir o resgate de duas formas. A primeira será diretamente via Pix na conta indicada no Registrato, caso a instituição tenha aderido a um termo específico com o BC. Nos demais casos, o beneficiário informará os dados de contato no sistema, e a instituição o meio de pagamento ou de transferência.

Aprimoramento

Na primeira fase do serviço, o Registrato divulgará R$ 3,9 bilhões que podem ser devolvidos decorrentes de contas correntes ou poupanças encerradas e não sacadas, cobranças indevidas de tarifas ou de obrigações de crédito com Termo de Compromisso assinado com o BC, cotas de capital e rateio de sobras líquidas de associados de cooperativas de crédito e grupos de consórcio extintos.

Ao longo do ano, o BC pretende ampliar a consulta para a devolução de valores decorrentes de tarifas ou obrigações de crédito cobradas indevidamente não previstas em Termo de Compromisso, contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e com saldo disponível, contas encerradas em corretoras e distribuidoras de títulos e de valores mobiliários e demais situações que resultem em valores a serem devolvidos reconhecidas pelas instituições financeiras.

Segundo o BC, os dados e os valores fornecidos no Registrato são de responsabilidade das próprias instituições financeiras. Em alguns casos, os saldos a receber podem ser de pequeno valor, mas o órgão orienta o cidadão a sacar o dinheiro que lhe pertence de forma simples e ágil, por meio do novo serviço.

Apesar de apagão, sistema do BC que ‘caça’ dinheiro esquecido teve 8,5 mil pedidos para reaver R$ 900 mil

Apesar do “apagão” no site do Banco Central, a autoridade monetária informou que 79 mil cidadãos conseguiram acessar o Sistema Valores a Receber (SVR), desde esta segunda-feira (24).

Foram feitas 8,5 mil solicitações de devolução de recursos, totalizando R$ 900 mil. Para que o site do BC voltasse a funcionar normalmente, a instituição foi obrigada a pausar o SVR no começo da tarde desta terça-feira (25).

“O Sistema Valores a Receber (SVR) teve grande aceitação entre os cidadãos, gerando demanda muito superior à esperada. Essas demandas representam um pequeno primeiro passo frente ao potencial de R$ 3,9 bilhões e 28 milhões de CPF e CNPJ nessa primeira fase. O BC está trabalhando para retomar o SVR o mais rapidamente possível para que esse valor possa ser transferido para os cidadãos”, reafirmou a instituição.

Banco Central suspende temporariamente acesso ao Sistema de Valores a Receber

O Banco Central informou há pouco, nesta terça-feira (25), que suspendeu “temporariamente” o acesso ao Sistema de Valores a Receber (SVR), em razão da instabilidade no site.

“O lançamento do Sistema Valores a Receber (SVR) gerou demanda de acessos muito acima da esperada, o que provocou instabilidade em sua página e também nos sites do BC, do Registrato e Minha Vida Financeira. Para estabilizar esses sites, o BC suspendeu temporariamente o acesso ao SVR”, diz a nota divulgada pela autarquia.

A autoridade monetária informou que está trabalhando para que o funcionamento dos sites seja normalizado o mais breve possível e também para o retorno do SVR. “Manteremos o público informado quanto a esses desenvolvimentos e pedimos desculpas pelo transtorno.”

O sistema permite que cidadãos e empresas consultem se têm algum dinheiro “esquecido” a receber em bancos e demais entidades do sistema financeiro.

A consulta é feita na página ‘Minha Vida Financeira’, dentro do site do BC, apenas usando o CPF ou CNPJ da empresa. Segundo a autarquia, as informações disponibilizadas no novo serviço são de responsabilidade das próprias instituições, mas o órgão estima que há cerca de R$ 8 bilhões de recursos nesta condição.

Consulta a dinheiro “esquecido” em bancos será retomada em 14 de fevereiro, diz BC

As consultas ao Sistema Valores a Receber (SVR), canal em que é possível buscar o dinheiro “esquecido” em bancos, poderão voltar a ser realizadas no dia 14 de fevereiro, informou o Banco Central nesta quinta-feira, 27.

O SVR, que permite à população saber se tem dinheiro “esquecido” em contas encerradas com saldo disponível ou devido a tarifas cobradas indevidamente em operações de crédito, entrou em operação na última segunda (24).

alta demanda de acessos, no entanto, tirou o site do ar e acabou fazendo o Banco Central suspender temporariamente o serviço.

Segundo o BC, no dia do lançamento, a quantidade de acessos ao site foi 20 vezes maior que em um dia de alto volume e 50 vezes superior à de um dia normal. “Para que o SVR possa voltar a atender a todos os cidadãos com estabilidade e segurança, o BC está investindo fortemente na ampliação de sua capacidade de atendimento”, disse o órgão em nota divulgada hoje.

 

Consulta a dinheiro “esquecido” em bancos será retomada em 14 de fevereiro

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