Mídia chinesa questiona por que Blinken não responde perguntas sobre o caso Assange


Rádio Internavional da China – O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, postou no dia 4 uma mensagem no Twitter, exigindo a libertação dos participantes presos da manifestação ilegal realizada em Hong Kong no mesmo dia. Alguns internautas comentaram que Washington deve libertar os presos e processados por divulgarem escândalos do governo estadunidense, assim como cancelar a solicitação de extradição de Julian Assange, fundador do Wikileaks.

Blinken interferiu brutalmente no trabalho da polícia de Hong Kong e encobriu os delitos cometidos pelos criminosos. Além disso, ele tem evitado a solicitação de libertar Julian Assange, uma proposta apresentada por internautas ocidentais há vários anos, mesmo os documentos revelados por Assange sendo verdadeiros.

Em 2010, o site Wikileaks revelou uma grande quantidade de documentos secretos do governo estadunidense sobre as guerras do Afeganistão e Iraque, inclusive bombardeios contra civis e tortura dos presos, ato que tremeu o mundo inteiro. Posteriormente, Assange publicou uma série de escândalos do governo de Washington, tornando-se o “criminoso mais procurado com 18 acusações” pelo governo estadunidense.

Em junho de 2012, Assange fugiu para a Embaixada do Equador em Londres, mas foi entregue à polícia do Reino Unido em abril de 2019. Logo depois, Washington apresentou uma solicitação de extradição, mas foi negada por Londres em janeiro deste ano por razão de saúde mental. Washington reagiu com muita decepção e decidiu apelar.

Por que Washington tem procurado tanto Assange? O deputado democrata, Tulsi Gabbard, disse que os documentos revelados pelo Wikileaks dizem ao povo americano o que eles deveriam saber e os atos que os militares estadunidenses no Oriente Médio não deveriam ter feito. Alguns pró-direitos humanos criticaram que o ato de Washington direcionado a Assange é um ataque contra a democracia. Por isso, o Sr. Blinken deveria responder à solicitação dos internautas sobre o caso de Assange em vez de interferir nos assuntos de Hong Kong.

Antony Blinken

Antony Blinken (Foto: Reuters)