Menina de 10 anos que engravidou após estupro há 2 anos precisou mudar identidade e endereço

Compartilhe

 

 

Hospital Roberto Silvares, em São Mateus — Foto: Frideberto Viega/TV Gazeta

Hospital Roberto Silvares, em São Mateus — Foto: Frideberto Viega/TV Gazeta

A gravidez após estupro voltou a ser assunto no Brasil nos últimos dias por conta da menina de Santa Catarina vítima de violência sexual impedida de fazer o aborto legal por uma juíza e do caso relevado pela atriz Klara Castanho, que teve informações pessoais vazadas na internet. Há dois anos, um caso semelhante chocou o país.

Um homem de 33 anos estuprou e engravidou a sobrinha de 10 anos em São Mateus, no Espírito Santo. A gestação da menina foi interrompida com autorização da Justiça.

Com a repercussão do caso e após ter dados pessoas expostos na internet, a família da menina aceitou participar do Programa de Apoio e Proteção às Testemunhas, Vítimas e Familiares de Vítimas da Violência (Provita), oferecido pelo governo do ES, e que prevê apoio como mudança de identidade e de endereço.

A vítima é do interior do capixaba, mas precisou viajar até Recife para interromper a gestação.

Manifestantes ligados a religiões protestaram do lado de fora da unidade de saúde em que o procedimento foi realizado.

O ato, organizado por um grupo contrário ao aborto, teve início após uma publicação da extremista de direita Sara Giromini nas redes sociais, divulgando o nome da criança e o hospital em que ela estava internada. A divulgação dessas informações contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O tio da menina foi preso em Betim, em Minas Gerais. O homem está preso desde 18 de agosto de 2020 e um exame de DNA confirmou que ele estuprou e engravidou a criança.

O tio foi condenado a 44 anos, três meses e cinco dias de prisão. O caso está em segredo de Justiça.

Neste mês, o g1 publicou reportagens que explicam melhor o que é o aborto legal, após o Ministério da Saúde publicar uma cartilha na qual afirmava que “não existe aborto legal” e defender que os casos permitidos no Brasil sejam submetidos a “investigação policial”.

Nas reportagens, há detalhes sobre o procedimento de interrupção de gestação autorizado pela legislação brasileira. Ele deve ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é permitido nos casos em que a gravidez é decorrente de estupro, quando há risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto.

Leia também

Trabalhadores terceirizados fazem paralisação e serviços são suspensos no Hucam, em Vitória

    Hucam, em Vitória — Foto: Oliveira Alves/ TV Gazeta Funcionários das empresas terceirizadas Conservo e Ágape, que prestam serviço...

Lote 2: fotos do show de Michel Teló no 1º Leilão Solidário de Barra de São Francisco

Aconteceu neste sábado, 6 de agosto de 2022, o 1º Leilão Soldiário de Barra de São Francisco. O...

Especialistas reforçam a importância de exames preventivos e diagnóstico precoce para o câncer

O câncer mais comum entre os homens é o de próstata, com o número estimado de 65.840 novos...

Waltinho Construtor e Stop Car abrem vantagem nas semifinais do Perna de Pau

A primeira rodada das semifinais do Campeonato Perna de Pau 2022, na noite desta quinta-feira, 12, no ginásio...

Defesa Civil de Jaguaré emite alerta para período de estiagem

  O inverno este ano tem sido marcado por um período de estiagem e seca no norte do Espírito...

Neste sábado tem música ao vivo com Heitor Walker na Feira Gastronômica de Barra de São Francisco

O jovem talento Heitor Walker, natural de Barra de São Francisco, estará se apresentando na Feira Gastronômica e...

Audiência pública sobre a ES-320 em Barra de São Francisco atrai público qualificado

Cerca de 100 pessoas, a maioria moradores das margens da ES-320, entre Barra de São Francisco e Cachoeirinha...

Estratégia Busca Ativa Escolar promove retorno de crianças à escola após dois anos

  A Prefeitura de Nova Venécia, por meio da Secretaria de Educação (Seme), através da estratégia Busca Ativa Escolar...