‘Março Azul’: Sesa alerta para importância do diagnóstico do câncer colorretal

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A Secretaria da Saúde (Sesa), por meio da Gerência de Política e Organização das Redes de Atenção em Saúde, dá destaque à campanha “Março Azul”, que tem como objetivo alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do Câncer Colorretal (CCR). A doença se manifesta no intestino grosso, também conhecido como colón, e no reto. Além disso, é comum entre os homens e mulheres com idade acima dos 45 anos.

Segundo Jordana Silva, referência do Núcleo Especial de Atenção Especializada, área responsável pela Rede de Cuidados à Pessoa com Doença Crônicas, realizar a conscientização e o rastreamento do câncer, principalmente na população em idade que há maior incidência da doença, pode reduzir a mortalidade e aumentar as chances de cura.

“A detecção precoce do câncer colorretal deve ser buscada por meio da investigação dos sinais e sintomas, como sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, entre outros alertas. A campanha do ‘Março Azul’ tem a finalidade de induzir ações efetivas para reduzir significativamente as taxas de mortalidade e alertar os indivíduos para o diagnóstico”, explicou Jordana Silva.

Dados

No Espírito Santo, o câncer colorretal tem maior incidência nas mulheres. Ao todo, foram registrados 212 casos em 2021. Nos anos de 2020 e 2019, foram identificados, respectivamente, 421 e 379 casos de tumores malignos nas mulheres do Estado. Em relação ao gênero masculino, foram registrados 191 casos em 2021. Em 2020 e 2019, foram identificados 332 e 324 casos.

Sobre a mortalidade, em 2021, foram registrados 411 óbitos. Em 2020, foram 370 e, em 2019, 411 pessoas vieram a óbito pela doença do câncer colorretal.

Sintomas:

– Sangue nas fezes;

– Alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados);

– Dor ou desconforto abdominal;

– Fraqueza e anemia;

– Perda de peso sem causa aparente;

– Alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas)

– Massa abdominal palpável;

Os tumores no cólon e reto podem ser detectados precocemente por intermédio de dois exames: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias. Quanto mais rápido for o diagnóstico, maior as chances de cura do paciente.

Os exames precisam ser realizados por pessoas que estão tento sinais e sintomas, que são pertencentes aos grupos de médio risco, ou seja, pessoas com 50 anos ou mais, ou de alto risco, que são os indivíduos com história pessoal ou familiar de câncer de intestino, de doenças inflamatórias do intestino ou síndromes genéticas, como a de Lynch.

Tratamento

O câncer colorretal tem cura e sua probabilidade pode variar. Para isso, o paciente diagnosticado com a doença pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência para iniciar o tratamento.

Pode ser necessária a remoção do tumor, por meio de colonoscopia ou, em alguns casos em que a doença está mais avançada, por meio de uma cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Todos os tratamentos são realizados, de acordo com a fase da doença, além de ser avaliado o perfil de risco do paciente, tendo o paciente seguido adequadamente as recomendações médicas.

As principais referências hospitalares para atendimento ao câncer são: Hospital Santa Rita de Cássia, Hospital Evangélico de Vila Velha, Hospital São José, Hospital Rio Doce, Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), Hospital Santa Casa de Vitória e Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim. O tratamento depende do nível do estágio da doença e da especificidade do tumor.

 

Prevenção:

O aparecimento do câncer colorretal está relacionado, principalmente, ao estilo de vida do indivíduo e não somente a fatores ligados à genética e ao envelhecimento. A prevenção também deve ser realizada.

– Evitar o tabagismo e o uso de bebidas alcoólicas;

– Fazer atividade física com regularidade;

– Ter uma alimentação rica em fibras e livre de alimentos ultraprocessados e açúcares, com ingestão reduzida de carnes vermelhas;

– Estar em dia com consultas médicas;

– É indicado também fazer o rastreamento, que é a procura da doença mesmo sem ter sintomas, pois facilita o diagnóstico de lesões que antecedem o câncer.

 

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