Mamães internadas com Covid-19 recebem cartinhas de amor dos filhos em hospital do Espírito Santo

 

O domingo é de homenagens para as mães, mas muitas delas vão passar o dia longe dos filhos. Para diminuir a distância entre mães internadas e filhos neste Dia das Mães atípico, a equipe de um hospital deu um jeito bem tradicional de demonstrar esse amor: cartas.

A reportagem é de Helton Ribeiro, da TV Gazeta.

Como não poderão ter contato com ninguém, o hospital criou um projeto que leva as cartinhas dos filhos para as mães internadas. Tudo isso é para amenizar a saudade e levar mais amor nesse período de recuperação.

Este é o caso de Stael Vecci e outras mamães terão como companhia desta data a equipe de saúde do hospital, pois está internada tratando da Covid-19. Na casa dela, em Laranjeiras, na Serra, qualquer data especial sempre foi motivo para juntar a família. Esse ano não vai rolar, mas a filha dela, a auxiliar administrativo Júlia Vecci, foi convidada a escrever um recado pelo pessoal do hospital onde a mãe ta internada.

Stael recebeu a cartinha quando ia tomar o café da tarde:

“Sei que Deus não poderia ter escolhido melhor pessoa para ser minha mãe a não ser você. Lembre-se sempre de quão especial você é em minha vida. Estou com imensas saudades, seja forte, eu confio em você. E acima de tudo, te amo demais”, trazia o papel.

Muito emocionada, Stael respondeu. “Não tenho outra razão para lutar que não pelos meus filhos”, disse chorosa.

Mamães recebem cartas de filho em hospital da Serra, ES

Mamães recebem cartas de filho em hospital da Serra, ES

Quem promove esses momentos é a Dulcelea Lima Junger, que é coordenadora do hospital. Os textos chegam via aplicativo de mensagem e depois são escritos à mão no papel antes de chegarem às pacientes.

“Fazemos as entregas a essas mamães com café da manhã ou com café da tarde. Elas ficam emocionadas e nós também, pois somos mães e filhos, e ver o que elas estão passando e poder levar um pouco desse amor de filho para mãe é gratificante, ganhamos nosso dia”, conta a coordenadora.

Como profissional de saúde, Dulcelea diz que é um dever humanizar o atendimento. Mas também como mãe de uma adolescente, a Laura de 15 anos, e filha da dona Branca, a coordenadora sabe muito bem o valor de uma carta tão especial.

“Eu tenho mais do que eu mereço, pois eu posso levar essa oportunidade de participar com essas famílias e trazer um pouquinho do meu sentimento de mãe e do meu lar para essas pacientes que estão internadas”, conta.

Os filhos que estão aguardando pela saída das mães com Covid-19 do hospital, fica o desejo que dias melhores cheguem em breve. “Eu tenho certeza que vai dar tudo certo, tenho fé em Deus e em breve minha mãe vai estar em casa para a gente comemorar”, torce Júlia.

 


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