Mais de 88 milhões de pessoas passaram fome em 2020, alerta ONU


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, em relatório apresentado nesta quinta-feira (11), afirmou que até o final de 2020, “mais de 88 milhões de pessoas sofriam de fome aguda devido a conflitos e instabilidade e as projeções para 2021 apontam para uma continuação desta tendência terrível ”.

“Sem ação imediata, milhões de pessoas chegarão à beira da fome extrema e da morte”, disse o representante da ONU, confirmando as projeções de curto prazo, que mostram que a crise da fome se intensificará nas regiões do Sahel e do Chifre.

Guterres confirmou que mulheres e meninas continuam a sentir maior desigualdade, afirmando que este grupo enfrenta um duplo risco. “Eles são mais propensos a serem forçados a deixar suas casas por causa do conflito; e são mais vulneráveis ​​à desnutrição, especialmente durante a gravidez ou a amamentação. As meninas que passam fome correm maior risco de ser vítimas de tráfico, casamento forçado e outros abusos ”, enfatizou a autoridade sênior.

“Partes do Iêmen, Sudão do Sul e Burkina Faso estão sofrendo de fome ou em condições semelhantes à fome. Mais de 150.000 pessoas correm o risco de morrer de fome”, disse o Secretário-Geral da ONU.

A República Democrática do Congo experimentou a maior crise alimentar do mundo no ano passado, com quase 21,8 milhões de pessoas passando fome aguda entre julho e dezembro, segundo o relatório apresentado pelas Nações Unidas.

“Os preços dos alimentos são tão altos que um único prato de arroz com feijão custa mais de 180% do salário diário médio, o equivalente a cerca de US $ 400 aqui em Nova York”, disse António Guterres, informa a Telesul.

António Guterres, secretário-geral da ONU

António Guterres, secretário-geral da ONU (Foto: UN Photo/Jean-Marc Ferré)

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