Mais de 800 garrafas de vinho são apreendidas em operação que investiga sonegação de R$ 60 milhões no Espírito Santo

Atacadistas que fornecem bebidas para uma rede varejista com lojas em Vila Velha e Vitória simulavam vendas para outro estado para não recolher impostos.

Mais de 800 garrafas de vinho e espumante foram apreendidas — Foto: Divulgação/ Sefaz

Mais de 800 garrafas de vinho e espumante foram apreendidas — Foto: Divulgação/ Sefaz

Mais de 800 garrafas de vinho e espumante foram apreendidas nesta quinta-feira (26) em dois endereços de uma rede de supermercados da Grande Vitória durante uma operação que investiga fraude na venda de bebidas alcoólicas por parte de atacadistas.

A estimativa é de que a apenas a empresa alvo da operação desta quinta-feira (26) tenha causado um prejuízo de, aproximadamente, R$ 60 milhões aos cofres públicos. Outras empresas do setor continuam sendo investigadas.

Segundo a Secretaria de Fazenda do Espírito Santo, que conduz a Operação Corta-luz, atacadistas que fornecem bebidas para uma rede varejista com lojas em Vila Velha e Vitória simulavam vendas para outro estado, mas a mercadoria, na verdade, permanecia em estabelecimentos da Grande Vitória.

De acordo com a legislação tributária, se um atacadista vende somente para empresas de outros estados, ele não precisa recolher imposto para o Espírito Santo.

“As empresas simulavam operações interestaduais de venda de mercadorias para reduzir o pagamento devido de o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Substituição Temporária (ICMS-ST). Porém, na verdade, as mercadorias ficavam no estado, abastecendo os supermercados locais, sem o recolhimento do imposto devido”, detalha auditora fiscal da Receita Estadual e subgerente de Fiscalização, Sarah Vantil.

O secretário de Estado da Fazenda, Rogelio Pegoretti, comemorou o resultado da operação. “Esse é o resultado de mais um trabalho de investigação da Secretaria da Fazenda. Continuamos firmes no combate à sonegação, à evasão tributária e qualquer tipo de ação que promova uma concorrência desleal entre as empresas”.

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