Mais de 80 mil famílias terão acesso à energia limpa em comunidades da Amazônia

Mais de 80 mil famílias terão acesso à energia limpa em comunidades da Amazônia

A iniciativa destinará recursos a projetos que visem o atendimento de domicílios situados em áreas remotas da Amazônia Legal. Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram nesta terça-feira (15) um acordo de cooperação técnica para captar recursos financeiros ao programa Mais Luz. A iniciativa vai levar energia limpa e renovável a 82 mil famílias – cerca de 350 mil pessoas – ribeirinhas, indígenas, quilombolas e povos que vivem em unidades de conservação localizadas em áreas remotas da Amazônia Legal.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o programa já está em curso. “Essa parceria com o BNDES vai ser fundamental para uma nova perspectiva em termos de financiamento, sejam eles com recursos nacionais quanto também de recursos vindos do exterior”. O Mais Luz conta com uma reserva de R$ 3 bilhões para investimento. “O que nós estamos buscando são mais recursos para que esse programa tenha o encaminhamento o mais rápido possível para atender essa grande população brasileira que estava esquecida”, afirmou o ministro.

O BNDES vai buscar recursos internacionais do Fundo do Clima Verde e de outras agências multilaterais para apoiar a região. “Trazer energia limpa para Amazônia é algo fundamental para gente ter uma Amazônia do jeito que a gente quer: perene, duradoura e saudável”, destacou o presidente do Banco, Gustavo Montezano.

Mais Luz para a Amazônia

Criado em fevereiro deste ano, o programa Mais Luz para a Amazônia prevê a utilização de fontes renováveis de geração de energia elétrica, principalmente sistemas fotovoltaicos, e a substituição de pequenos geradores de energia elétrica a diesel ou gasolina, que hoje são a única fonte de energia elétrica de muitas famílias que vivem nessas regiões remotas.

A iniciativa destinará recursos a projetos que visem o atendimento de domicílios situados em áreas remotas da Amazônia Legal, e privilegiará o caráter social do investimento. O ministro explicou que o programa, além de levar energia elétrica, proporciona incentivos a outras atividades produtivas, melhorando a renda familiar, o uso sustentável dos recursos naturais da região, a preservação ambiental e a fixação e inclusão das populações tradicionais. “Daí a importância de investimentos serem realizados pelas empresas, por aqueles que vivem aqui no Brasil e também fora do País, mas que tanto se preocupam com a Amazônia”, ressaltou.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, a partir desse programa, muitas populações serão contempladas com diversas políticas públicas, como a instalação de postos de saúde, escolas e outras ações que possuem como premissa básica a disponibilidade de energia elétrica para serem implementadas. “Estamos falando para essa população, que por tanto tempo foi esquecida, em reduzir a vulnerabilidade social e econômica, fortalecer o exercício da cidadania e reconhecer a dignidade da vida dessas pessoas”, afirmou.

Os estados que compõem a Amazônia Legal são Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão.

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