Mais de 400 famílias esperam há 10 anos por casas em São Mateus, no Espírito Santo

Famílias da cidade de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, já esperam há mais de 10 anos pela entrega das casas do conjunto habitacional do bairro Aroeira. A informação é da TV Gazeta.

A construção e a entrega são de responsabilidade da Caixa Econômica Federal. No ano passado, a previsão de entrega era para o mês de fevereiro deste ano. Depois, a entrega foi adiada para agosto. No entanto, nenhuma casa foi entregue ainda.

As 463 famílias fizeram um cadastro na Prefeitura do município no início das obras. Em 2018, oito anos depois do início da construção, tiveram que refazer os cadastros.

“Em 2018, chamaram a gente para fazer outro cadastro e até hoje, nada”, disse a operadora de estamparia Fabiana de Souza, que está esperando uma das casas.

“Eu vim aqui em janeiro, as casas estavam prontas, só faltava colocar água, energia e esgoto. Falaram que iam entregar em fevereiro e até agora não entregaram. A gente quer saber o que está acontecendo. A gente está precisando da casa, eu estou desempregada, preciso ter a minha casa, e até agora nada”, lamentou a auxiliar de serviços gerais Maria de Fátima dos Reis.

A TV Gazeta enviou questionamentos a respeito da situação do conjunto habitacional à Caixa Econômica, mas a instituição não respondeu até o fechamento desta reportagem.

A Prefeitura de São Mateus é responsável por fazer o cadastramento das famílias e sortear aquelas que tiverem o benefício concedido.

Mas de acordo com a secretária de assistência social do município, Marinalva Broedel, nem a Prefeitura consegue uma resposta sobre a entrega das obras.

“Nós temos o processo de porta de entrada de cadastramento e a gente não tem nenhuma informação oficial sobre prazo de entrega. Apesar da gente estar cobrando isso por e-mail e também por telefone, não tem chegado informação. Fomos solicitados que fizéssemos o recadastramento, fizemos o recadastramento para atualizar os dados das famílias e entender a situação de cada um, depois de muito tempo sem atualização”, disse.

Mesmo com a atualização dos dados, a secretária adianta que nem todas as pessoas que estão no cadastro vão conseguir uma casa, já que o número de famílias solicitantes é muito maior do que o número de unidades disponíveis.

“Ao término do processo, encaminhamos todos os nomes para Caixa Econômica Federal, que é quem faz a avaliação dos nomes encaminhados e da devolutiva para posteriormente a gente conduzir com sorteio das famílias que poderão ser contempladas. Ou seja, nem todas as famílias que puseram esse cadastramento significa que vão conseguir casas, porque o número [de famílias] é muito maior do que a quantidade de unidades habitacionais”, explicou.

Leia mais

Leia também