Mais de 1,6 mil profissionais da área de saúde tiveram formatura antecipada

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Mais de 1,6 mil profissionais da área de saúde tiveram formatura antecipada

Formatura antecipada da 97ª turma de medicin da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
– Foto:
Schirlene Reis/UFS

Para reforçar o atendimento à população no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, as universidades federais já formaram antecipadamente 1.642 novos profissionais de saúde. São 1.458 médicos, 151 enfermeiros, 23 farmacêuticos e 10 fisioterapeutas. 

A medida foi autorizada pelo Ministério da Educação em abril e tem caráter excepcional, enquanto durar a situação de emergência na saúde pública. A antecipação da formatura vale para os estudantes de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia que completaram 75% da carga horária prevista para o período de internato ou estágio supervisionado. 

Na região Nordeste, foram graduados 651 novos profissionais. Na região Norte, 292, no Sul do país, outros 280. A região Centro-Oeste graduou 125 estudantes antecipadamente e a região Sudeste, 294.

Um desses profissionais é o médico recém-formado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Cidson Leonardo. Ele contou que a situação de pandemia e a antecipação da formatura mudaram tudo o que ele havia planejado e trouxeram novas possibilidades. 

“Estou na linha de frente do coronavírus. Participo do monitora corona, um programa do estado para assistir os pacientes com coronavírus confirmado e aqueles com suspeita. Atualmente, tenho 12 pacientes e entro em contato com eles diariamente, via telefone. Tenho evoluído e acompanhado eles de forma que não deixo de assisti-los e orientá-los, caso venha ocorrer uma evolução negativa da doença”, relatou Cidson.

Para ele, a chegada dos novos profissionais de saúde ao mercado de trabalho tem trazido contribuições em todas as regiões do país. “Não tivemos déficit na nossa formação e nossa entrada no mercado de trabalho veio justamente para assistir aos pacientes que precisam de cuidado médico”.

A estratégia de adiantar a colação de grau de profissionais de áreas médicas surgiu da parceria entre os ministérios da Educação e da Saúde. O Ministério da Saúde é o responsável por selecionar e alocar os profissionais que trabalharem no combate à disseminação da Covid-19.

 

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