Macron aparece na lista de alvos do Pegasus


O celular do presidente da França, Emmanuel Macron, aparece na lista de potenciais alvos de espionagem usando o sistema israelense Pegasus, segundo informações do portal France Info, referindo-se a investigações da Radio France nesta terça-feria (20). O monitoramento teria sido realizado pelo governo do Marrocos, e incluiu ainda o ex-premier Edouard Philippe e 14 ministros do governo. No Brasil, Carlos Bolsonaro estava negociando a aquisição do sistema.

O número que seria alvo dos marroquinos era usado pelo presidente Macron desde 2017, e só foi desativado há alguns dias. O governo francês ainda não se pronunciou. A NSO, empresa responsável pelo Pegasus, afirmou, em comunicado, que Macron “não é e jamais foi um alvo ou foi selecionado como um alvo por seus clientes”.

Além de Macron, outros líderes políticos e um rei estavam na lista de monitoramento, segundo o Washington Post. Ela inclui os presidentes do Iraque, Barham Salih, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa — entre os primeiros-ministros aparecem Imram Khan, do Paquistão, Mostafa Madbouly, do Egito e Saad-Eddine El Othmani, do Marrocos. A lista inclui sete ex-primeiros-ministros, como Saad Hariri, do Líbano, Ruhakana Rugunda, de Uganda e Charles Michel, da Bélgica, além do rei marroquino Mohammed VI.

No domingo (18), foi revelado que a ferramenta foi usada por governos de vários países para espionar políticos rivais, jornalistas, ativistas e advogados, explorando vulnerabilidades de telefones celulares, em especial da Apple. Ao todo, mais de 50 mil pessoas estão numa lista de potenciais alvos de espionagem, de acordo com uma investigação realizada por um consórcio de 17 veículos de imprensa de todo o mundo.

O Ministério Público de Paris confirmou nesta terça-feira a abertura de uma investigação sobre denúncia de que dois jornalistas franceses teriam sido espionados pelo governo do Marrocos com Pegasus.


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