Maçons repudiam associação que fez manifestação pró-31 de março e pró-Bolsonaro

Maçons repudiaram o teor de uma nota divulgada ontem pela Associação Nacional Maçônica no Brasil (Anmb) convocando manifestações pró-31 de março e falando em “apoio incondicional” a Jair Bolsonaro.

Os Grão-Mestres das Grandes Lojas ligadas à Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) disseram que a associação, criada em 2015 em Brasília, “não é uma organização maçônica regular e reconhecida”.

“O simples fato de manifestarem-se politicamente é, por si, considerado uma irregularidade maçônica”, afirmaram em nota enviada ao site O Antagonista.

Eles ainda disseram que a associação em questão, “ao fazer apologia à ditadura, afronta a Lei de Segurança Nacional, sendo isso considerado crime no Brasil”.

“Fica externado e registrado aqui nosso repúdio pelo uso indevido do bom nome da sublime instituição maçônica com fins ideológicos, o que contraria nossos princípios mais básicos.”

O coletivo Maçons Progressistas do Brasil (MPB) também divulgou nota reforçando que “nenhuma entidade, pessoa ou grupo — tampouco nós — representa politicamente os maçons brasileiros”.

A Maçonaria é uma instituição universalista e progressista que luta contra as trevas da ignorância e dos preconceitos e que se dedica a servir humanidade com base no amor, no aperfeiçoamento dos costumes. É guiada pela tolerância, pela igualdade e pelo respeito à autoridade e à crença de cada um. Nestas condições, mantêm-se alheia às paixões, querelas partidárias e sectarismos.”

O coletivo acrescentou:

Repudiamos todas as manifestações antidemocráticas e antirrepublicanas feitas em nome de nossa Sublime Instituição! Ela jamais se prestará – como jamais se prestou – a torpes objetivos!”

O vice-presidente, Hamilton Mourão, que é maçom, disse ao site que a Ordem Maçônica possui “vários segmentos” e que ele não faz parte da associação de Brasília que divulgou a polêmica nota ontem.


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