Lugar de mulher é na Engenharia, sim!

A época em que a Engenharia era exclusividade masculina ficou no passado. Hoje, as mulheres já fazem parte desse universo, cada vez mais diverso, possibilitando diferentes modos de trabalhar nesta área. Afinal, engenheiro ou engenheira é aquela pessoa que constrói, que cria, que elabora, buscando sempre novas formas de propor uma solução.

Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) deste ano mostram que as mulheres são ainda 19% dos registros ativos de todos os conselhos regionais do país, sendo 183.601 mulheres e 793.759 homens em atuação. Apesar da diferença entre os números, essa informação também aponta que, mesmo com a predominância masculina, a Engenharia vem ganhando, cada vez mais, a presença feminina, o que tem sido, inclusive, incentivado por empresas.

Um exemplo é a ArcelorMittal Brasil, representada no Espírito Santo pela ArcelorMittal Tubarão, que tem como meta, até 2030, ter, pelo menos, 30% de mulheres entre seus empregados, incluindo as atividades operacionais, administrativas e cargos de liderança. A ação é parte do Programa de Diversidade & Inclusão (D&I), adotado há dois anos na empresa, para promover a construção de um ambiente de trabalho mais inclusivo e diverso. Sua proposta é definir pilares de atuação estratégica para quatro dimensões da diversidade: equidade de gênero, diversidade racial, pessoas com deficiência e LGBTI+.

“Entendemos que pessoas que pensam de forma diferente, com suas vivências distintas, geram soluções inovadoras e respostas mais criativas, contribuindo, assim, para assegurar a competitividade da empresa frente a um cenário desafiador. Ao investir na equidade, a empresa moderniza seu negócio e o torna ainda mais inteligente e aberto à diversidade. Também amplia sua capacidade de atração e retenção de talentos, e contribui para a consolidação da sua própria imagem”, avaliou a gerente de Gestão de Pessoas da ArcelorMittal Tubarão, Juliana Oliveira Almeida.

ESPECIAL

Todo esse movimento ganha ainda mais força com o Dia Internacional da Mulher Engenheira, celebrado em 23 junho. A data foi criada pela Women’s Engineering Society (WES) do Reino Unido. Esse marco é importante para que a presença das engenheiras na profissão seja consolidada e fortalecida.

Ampliar esse debate e contar histórias de superação de mulheres na área foi justamente o tema da websérie #ElasnaEngenharia, publicada no G1/ES, composta de quatro episódios que mostram as lutas e as conquistas das mulheres que ousaram embarcar em uma profissão antes tão masculina, mas que agora busca cada vez mais a diversidade.

“Paradigmas são quebrados todos os dias na atualidade. Não devem mais existir afirmações de que alguém não possa fazer ou ser. Porém acredito que a essência, seja ela masculina ou feminina, não muda. Atuar em uma função predominantemente masculina não significa imitar um homem, mas sim realizar a mesma função com a essência da mulher. E esse é o maior benefício da diversidade”, afirmou a engenheira Gabriela Gomes de Oliveira, que trabalha como gerente de área de produção da galvanização 2 na ArcelorMittal Vega, localizada em Santa Catarina, e é uma das entrevistadas no projeto.

INSPIRAÇÃO

A série também aborda o longo caminho percorrido por mulheres, contemporâneas e pioneiras, que ajudaram a abrir espaço para outras. Como é o caso da professora do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Karla Maria Wingler Rebelo. Engenheira civil e mestre e doutora em Geotecnia, Karla também faz parte da websérie e vê com otimismo o aumento de mulheres nos cursos de Engenharia. Como professora, seu desejo é inspirar que cada vez mais mulheres ocupem esse lugar.

“Elas podem ser engenheiras sim, e não precisam ficar, necessariamente, apenas no escritório. Elas podem ir para a obra se quiserem. O meu foco é ajudar meus alunos e alunas, sempre dando uma forcinha para as mulheres, porque eu sei que elas precisam dessa energia a mais para se sentirem capazes”, destacou Karla Maria Wingler Rebelo.

 


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