Locutores venecianos levam suas vozes para outras cidades • SiteBarra

Locutores venecianos levam suas vozes para outras cidades

No ar e fazendo a alegria de muitos ouvintes, três radialistas e crias de Nova Venécia, contam na reportagem sobre suas carreiras, início da profissão e divulgam os endereços eletrônicos para quem quiser matar a saudade deles

Reportagem: Cintia Zaché / Rede Notícia

O rádio é disparado o veículo de comunicação de maior acesso. Mesmo com a chegada da Internet, ainda são as ondas da radiodifusão que chega a cada cantinho, por mais longe que seja, desse País. E são eles, três locutores venecianos entrevistados por A Notícia, responsáveis por entreter, informar e “jogar” música boa para quem está em casa, no carro, ou no trabalho.

Cleide Costalonga, Tiago Silvares dos Santos e Alexandre Sebin seguiram rumos além de Nova Venécia e por coincidência, são locutores da mesma rádio, em cidades diferentes. A Litoral FM é a “casa” dos três radialistas, que através de muita luta e batalha, são sucesso garantido onde estão. Confira a reportagem com o trio e aproveite para matar um pouquinho a saudade!


“Fui barrada pela direção da rádio por ser mulher”

O início da carreira da Cleide Costalonga, 48 anos, foi na extinta Rádio Robusta, em Nova Venécia. Por lá, ela conta que durante o tempo em que era secretária, uma empresa pediu uma voz feminina em uma propaganda. “Não tinha locutora, era só homem. Então me pediram para gravar. Ficou horrível, mas foi ao ar mesmo assim, e para a surpresa, o cliente gostou. Em seguida, outras empresas também foram pedindo minha voz e eu fui ganhando espaço. Na Robusta aprendi a operar a mesa e assumi o primeiro trabalho como locutora”, explica Cleide, que revela ter trabalhado também na Rádio Novo Tempo, durante cinco meses.

Outro local que a radialista trabalhou foi em Castelo, na Rádio Cultura FM. A entrada na empresa aconteceu depois da mudança para o município. “Fui para lá por conta do meu ex-marido, pedi emprego na rádio e o dono disse que não aceitava mulher como locutora, somente homens. Eu fiquei surpresa e ao mesmo tempo, revoltada. Pedi para me dar uma chance e ele, depois de muita insistência, me deixou gravar algumas coisas. Depois de um tempo, virou para mim e disse que havia gostado, que seria obrigado a me contratar, e me contratou”, conta aos risos.

Depois da estadia no Sul capixaba, Cleide voltou para Nova Venécia e foi locutora da Nova Onda por 10 anos. Convidada para trabalhar na Jovem Pan, em Vitória, lá foi ela, mas, ao mesmo tempo, levou um CD para mostrar seu trabalho, na Litoral FM, na Capital, que é por onde permanece há 18 anos. “Optei pela Litoral porque é a minha cara, gosto de trabalhar em rádio popular. Somos o primeiro lugar geral no ibope, e me meu programa, são cerca 30 mil ouvintes por minuto”, fala.

Mesmo distante, a radialista afirma que sente muita saudade de Nova Venécia e dos ouvintes que deixou aqui. “Até hoje eu ouço a 99,3 no dia do meu aniversário, dia 19 de outubro, porque sei que tem ouvinte que vai me parabenizar, isso é maravilhoso. No rádio, não importa se você está triste ou com problemas, é preciso entrar no ar com alegria, nem sempre estou bem, mas quando chega, sempre estou pronta para dar o meu melhor. Gosto quando recebo feedback dos ouvintes falando que contribuí de alguma forma positiva para o dia deles, isso é valioso”, narra.

Cleide é filha de Agostinho Costalonga (In Memória), e Celina Armani e mãe do Relmo, 24 anos, Daniel, 22, Gabriel 14.

Quem quiser ouvir a Cleide Costalonga: www.litoralfm.com.br (5h às 10h, de segunda a sexta-feira).

» “Optei pela Litoral porque é a minha cara, gosto de trabalhar em rádio popular.
Cleide Costalonga

Um curso e a locução

Depois de iniciar um curso de radialista em 2003, em Nova Venécia, Alexandre Sebin, 41, começou a trabalhar como telefonista na Rádio Nova Onda. “Fui aprendendo. Logo no ano seguinte eu já era folgador da rádio, consegui iniciar a carreira de locutor, ficando por 13 anos na 99,3”, diz.
Na Rádio Cidade, também em Nova Venécia, Alexandre ficou apenas um mês, e depois, de acordo com ele, recebeu o convite para ir para a Litoral FM Colatina. “A Rádio Litoral é do grupo Rede Gazeta, afiliada da Rede Globo, e vir para cá foi extremamente importante para minha profissão, aprendo muito todo dia. E talvez, esse seja o meu maior ponto de motivação de ter saído da minha cidade, que tenho muita saudade. Ser locutor em outro lugar, onde eu não era conhecido por ninguém, foi um desafio”, descreve.

Filho da Helena Sebin, durante a entrevista, o locutor fez questão de dizer que era muito atuante na igreja, quando morava em Nova Venécia, fazendo parte da comunidade da Ascenção. “Tenho muitos amigos aí, graças a Deus, e muita gratidão pelas rádios onde trabalhei. Deixar minha família e o pessoal, não foi fácil, sinto falta. Estou no momento fazendo a faculdade de Jornalismo também, tenho sonho de trabalhar na televisão”, conta.

Quem quiser ouvir o Alexandre Sebim: www.litoralfm.com.br/noroeste (segunda-feira a sábado, 7h ao meio dia).

» “Tenho muitos amigos aí, graças a Deus, e muita gratidão pelas rádios onde trabalhei. Deixar minha família e o pessoal, não foi fácil, sinto falta”
Alexandre Sebin

Um sonho de criança

Morando também em Vitória, e na locução da Rádio Litoral FM há 13 anos, Tiago Silvares dos Santos, 34, relata que desde criança sempre teve o sonho de ser locutor. “Desde os nove anos de idade eu ouvia muito rádio com meu avô. Cresci ouvindo grandes comunicadores como, por exemplo, Antônio Carlos, da Rádio Globo, e entre tantos outros. Aos 13 anos eu busquei realizar esse sonho. Procurei algumas rádios de Nova Venécia, mas nunca me deram chance. Um dia conversando com minha professora, a Cirleia, que é irmã do Márcio de Oliveira, da Rádio Novo Tempo, falei do meu sonho e da minha vontade. Foi então que ela conversou com ele. O Márcio mandou o recado para eu passar na rádio aos domingos. Comecei a ir atender telefone e foi lá que aprendi a operar mesa, vinhetas e afins, foi o começo”, revela.

Tiago afirma que com apoio da família, em especial da tia Dina, depois de aprender o ofício na Novo Tempo, ele iniciou a careira de locutor na Rádio Futura FM. “Com vontade de crescer, eu comecei também a trabalhar na Rádio Sim, em Pinheiros, aos domingos, e na Futura, de segunda a sexta-feira. Esse processo durou cerca de dois anos”, diz.

De acordo com Tiago, depois disso ele foi convidado a trabalhar na Rádio Sim Linhares, ficando por lá por dois anos, até ter o convite de ir para Rádio Litoral Colatina, em julho de 2008. “Fiquei lá por cerca de quatro meses e fui convidado a vir para Vitória, e estou por aqui desde então”, fala.

Tiago, que é casado há sete anos com a Kátia Agostinho da Silva, tem uma filha e dois enteados, é filho do seu João Antônio dos Santos e da dona Elisabete Silvares dos Santos (In Memória).

Quem quiser ouvir o Tiago, www.litoralfm.com.br (segunda-feira a sexta-feira, de 10h às 15h).

» “Desde os nove anos de idade eu ouvia muito rádio com meu avô. Cresci ouvindo grandes comunicadores como, por exemplo, Antônio Carlos, da Rádio Globo”
Tiago Silvares dos Santos