Leitos para Covid-19 poderão ser direcionados a outras doenças a partir de agosto, prevê secretário no Espírito Santo

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20), Nésio Fernandes disse que a taxa de ocupação está se estabilizando.

Por Any Cometti e Naiara Arpini, G1 ES

Com o início de uma estabilização na taxa de ocupação dos leitos nos hospitais do Espírito Santo, o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, acredita que as vagas que hoje são destinadas exclusivamente aos pacientes com coronavírus poderão ser redirecionadas para o tratamento de outras doenças em breve.

A previsão foi feita durante uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (20). De acordo com Nésio, o Estado desacelerou o processo de compra de leitos em hospitais privados.

“Esta semana consolidados a estabilização e a queda da ocupação hospitalar. É possível que no mês de agosto orientemos que grande parte dos leitos que ainda serão inaugurados e os que ainda estão dedicados à Covid possam ser revertidos para pacientes com outras condições de saúde. Não estamos realizando compra de leitos de iniciativa privada há algumas semanas”, disse.

Nesta segunda-feira (20), 75,32% dos leitos de UTI destinados a pacientes em tratamento contra o coronavírus estão ocupados no Espírito Santo.

Ao todo, o estado tem 769 leitos de enfermaria e 705 de UTI para a Covid-19. O número compreende as vagas nos hospitais públicos, filantrópicos e contratadas de hospitais privados.

No detalhamento por região de saúde, nenhuma das regiões (Norte, Central, Metropolitana e Sul) tem taxa de ocupação de UTI maior que 80%.

No sábado (18), o governador Renato Casagrande (PSB) disse que a queda nesse índice foi um dos fatores importantes para que alguns municípios da Grande Vitória passassem de risco alto para moderado, possibilitando a abertura do comércio de segunda a sexta-feira, sem alternância de dias.

Até esta segunda, o Espírito Santo tem mais de 70 mil casos de coronavírus e 2.222 óbitos causados pela doença. O índice de letalidade está em 3,15%.

 

Leia mais

Leia também