Leitoa será assada para sorteio, para não violar lei dos animais

Foto ilustrativa

Anunciada como prêmio especial da promoção feita pela prefeitura de Barra de São Francisco para estimular a população a utilizar máscaras de proteção, a leitoa “malhadinha” será entregue, após o sorteio, assada e não viva.

O esclarecimento foi feito pelo prefeito Enivaldo dos Anjos (PSD), autor da ideia da promoção, para respeitar a legislação vigente, que proíbe a entrega de animais vivos como forma de brindes ou prêmios de sorteios, conforme prevê o artigo 2o, inciso IX, do Código de Estadual Proteção aos Animais do Espírito Santo, lei 8.060, modificada pela lei 10.842.

Além da leitoa, que é o brinde surpresa revelado ontem pela coluna Leonel Ximenes, do portal A Gazeta, serão sorteadas 100 cestas básicas entre as pessoas que circulavam de máscara pela cidade e ganharam cupons da promoção. O sorteio será nesta sexta-feira as 15 horas.

Para enfatizar a importância do uso do equipamento, até a leitoa foi colocada com máscara sobre o focinho na foto do card distribuído por Whatsapp e pelas redes sociais.

“Comer leitoa assada é uma tradição em nossa região, mas atualmente pouca gente está podendo fazer isso. Colocamos a leitoa na promoção para chamar a atenção mesmo da população para a necessidade de usar a máscara de proteção, pois este é, comprovadamente, uma das formas mais simples e eficazes para evitar a contaminação do coronavirus”, disse o prefeito.

O prefeito acrescentou que “o animal também não sai do habitat dele , só a foto dele que é divulgada. O espírito da lei é não exibir o animal vivo no lugar do sorteio, mas estes nem saem de onde estão”.

O sorteio de brindes foi uma das formas criativas da gestão municipal para conter a tragédia da Covid, que já matou 169 pessoas na cidade, epicentro da cepa inglesa no Estado.
Além disso, foi adaptado em prazo recorde de 7 dias um prédio de 1.500 metros quadrados como Centro de Atendimento a Pacientes de Covid, criado um centro de apoio alimentar que já distribuiu 14 mil refeições à população em situação de vulnerabilidade e impostas medidas restritivas, que incluíram 15 dias de toque de recolher.

Parece que deu certo. Nos últimos 15 dias, o número de casos ativos da doença, que chegou a 928 no dia 9 de abril, despencou em mais de 50%. “Queremos estar abaixo de 100 casos ativos nos próximos 15 dias”, anunciou o secretário Municipal de saúde, Gustavo Lacerda.

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