Justiça mantém afastamento da prefeita de Presidente Kennedy até o fim do mandato

Amanda Quinta Rangel (sem partido) é investigada por recebimento de propina. Ela ficou presa por quatro meses após a Operação Rubi do Ministério Público Estadual.

A Justiça prorrogou por mais 180 dias o afastamento cautelar da prefeita de Presidente Kennedy, no Sul do Espírito Santo, Amanda Quinta Rangel (sem partido). A decisão é desta terça-feira (28). Com isso, o município continua sob o comando do vice-prefeito Dorlei Fontão até 31 de dezembro deste ano.

Além dela, a Justiça também decidiu manter afastado do cargo o companheiro de Amanda, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, José Augusto de Paiva.

Prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta, foi presa nesta quarta-feira (8)

Prisão

Amanda Quinta foi detida em maio de 2019 durante a Operação Rubi do Ministério Público Estadual, acusada de envolvimento com esquema de fraude em licitações e pagamento de propina e solta quatro meses depois, em setembro. José Augusto de Paiva, também chegou a ser preso na operação.

Mesmo solta, Amanda não retornou às atividades na prefeitura, pois o ministro Antonio Saldanha Palheiro resolveu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares.

Nessas medidas, ele determinou que Amanda não tenha envolvimento em negociações no município e nem contato com agentes envolvidos na investigação do Ministério Público.

Entretanto, mesmo afastada, ela continua recebendo o salário de prefeita. O prefeito interino de Presidente Kennedy, atualmente, é o vice Dorlei Fontão.

Operação Rubi

Apurações da Operação Rubi apontam que os contratos de limpeza urbana e de transporte público feitos no esquema, com evidências de superfaturamento, somam mais de R$ 150 milhões em quatro municípios do Espírito Santo, no período de 2013 a 2018.

A maior parte desse montante, R$ 105,7 milhões, é referente a contratos firmados entre quatro empresas investigadas e a Prefeitura de Presidente Kennedy.

As informações são do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça Judicial e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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