Justiça determina que recuperação judicial da Samarco seja feita por mediação

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O Fórum Cível e Fazendário do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, nesta terça-feira (21), que a recuperação judicial da Samarco, mineradora pertencente à Vale e à BHP Billiton, responsável pela tragédia de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, em 2015, seja feita por meio de acordo com credores. A informação é de Thais Pimentel, do g1 Minas.

A mediação será feita pelo Centro de Mediação Empresarial (Cejusc) do TJMG. Segundo a Justiça, o valor do passivo da Samarco – que é o resultado da soma do patrimônio líquido da empresa com as dívidas – é de R$ 51 bilhões. O passivo total representa o valor necessário para que uma empresa seja capaz de se financiar.

O g1 procurou a Samarco, mas, até a conclusão desta reportagem, ela não havia se manifestado.

O processo de recuperação fiscal foi determinado pela Justiça em 2021, para evitar que ações de execução de notas promissórias no Brasil, no valor de US$ 325 milhões, e ações movidas por detentores dos títulos de dívida em Nova York, afetassem a capacidade da empresa de produzir.

A Samarco voltou a atuar em Mariana em dezembro de 2020, cinco anos depois do rompimento da Barragem de Fundão. Dezenove pessoas morreram na tragédia. Distritos foram destruídos e o Rio Doce foi contaminado.

Grande parte da dívida da mineradora – com partes relacionadas –, cerca de US$ 4,7 bilhões, foi contraída antes do rompimento da barragem do Fundão.

Agora, credores e a mineradora têm até o dia 4 de julho para definir o cronograma de mediação.

A Samarco retomou as operações, em Mariana, em dezembro de 2020. Um dos três concentradores para beneficiamento de minério de ferro no Complexo de Germano e uma das quatro usinas de pelotização do Complexo de Ubu, em Anchieta, (ES), voltaram a funcionar.

Hoje, a capacidade de produção é de sete a oito milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Samarco retomou as atividades em Mariana há quase dois anos — Foto: TV Globo

Samarco retomou as atividades em Mariana há quase dois anos — Foto: TV Globo

Cinco anos depois, águas seguem tingidas pelo alaranjado da lama no encontro dos rios do Carmo e Piranga — Foto: Lucas Franco/TV Globo

Cinco anos depois, águas seguem tingidas pelo alaranjado da lama no encontro dos rios do Carmo e Piranga — Foto: Lucas Franco/TV Globo

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