Jovens passam a ser a maioria dos casos graves de Covid-19 no Espírito Santo

Os casos graves de Covid-19 entre os jovens estão aumentando no Espírito Santo, de acordo com profissionais da saúde da linha de frente de combate à doença.

Eles explicam que os idosos continuam internando mais, mas os casos de internação dos jovens têm crescido de forma significativa.

De acordo com o médico intensivista Thiago Rodrigues, de modo geral, o jovem tem uma chance menor de desenvolver a forma grave da doença, mas existem fatores que podem complicar os casos.

“Essas pessoas saíram do seu home office, voltaram para a vida ativa. Aglomerações estão acontecendo: tem muita festa, evento clandestino. A pessoa está ótima, não tem nenhuma doença, vai para o evento, contrai a doença e morre. É uma morte evitável”, conclui o médico.

Além disso, o médico disse que existem organismos que têm mais facilidade em desenvolver formas graves da doença, e não dá para saber quem está pré-disposto aos casos mais graves.

“Se muitos jovens ficam doentes, as mortes raras acontecem com mais frequência. Existe uma coisa chamada pré-disposição genética. Algumas pessoas nascem com uma chance maior de desenvolverem a forma grave de qualquer doença. A cultura que se criou de que só o idoso morre não existe”, declarou o médico.

Personal trainer Christielle Guimarães Vidal, de 36 anos, recebendo alta após 64 dias hospitalizada

Personal trainer Christielle Guimarães Vidal, de 36 anos, recebendo alta após 64 dias hospitalizada

São casos como o da personal trainer Christielle Guimarães Vidal, de 36 anos. Mesmo levando uma vida regrada com exercícios físicos, ela teve Covid-19 e ficou 57 dias na UTI. Ao todo, foram 64 dias hospitalizada.

“Comecei sentindo febre, nada a mais. Acabamos não nos preocupando muito. No segundo dia de febre, suspeitei de coronavírus. Já comecei a tomar o coquetel: ivermectina, cloroquina e azitromicina, por conta própria. Não melhorei, entrei em contato com o médico, e ele pediu que eu fizesse exame de sangue. Constatou-se uma pneumonia e uma infecção muito grave”, lembrou.

Ela foi intubada dois dias depois de ter sido internada.

“Fiquei 40 dias desacordada. Quando acordei, não sabia o que tinha acontecido. Estava com a máquina, na traqueostomia, na maca, amarrada”, disse.

 

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