José Sarto é eleito prefeito de Fortaleza

José Sarto Nogueira (PDT) será o novo prefeito de Fortaleza pelos próximos quatro anos. Neste domingo (29), ele venceu a disputa para o cargo contra o deputado federal Capitão Wagner (Pros), no segundo turno das Eleições Municipais de 2020. 

Em Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, derrotou o emedebista Alfredo Gaspar e vai comandar a capital alagoana a partir de janeiro do ano que vem. Já em Teresina, o Dr. Pessoa (MDB) vai ser o novo gestor municipal. Os eleitores de São Luís, por sua vez, escolheram Eduardo Braide (Podemos) para chefiar o Executivo da capital maranhense pelos próximos quatro anos. 

Mais de 140 urnas precisaram ser substituídas neste domingo (29) na região Nordeste

Presidente do TSE diz que combater a Covid-19 e as Fake News foram prioridade durante as eleições

Em votação apertada, José Sarto alcançou 51,7% dos votos, contra 41,3% do Capitão Wagner. Com sete mandatos consecutivos como deputado estadual, o pedetista terá a missão de comandar Fortaleza pelos próximos quatro anos. A vitória de Sarto consolida a hegemonia do PDT nos pleitos da capital cearense. O partido ganhou todas as disputas para a prefeitura local desde 2010. 

Sarto Nogueira, 61 anos, é médico e o atual presidente da Assembleia Legislativa de Fortaleza. Durante a disputa, ele recebeu o apoio de dois ex-governadores do Ceará, Ciro e Cid Gomes. Ao todo, o candidato arrematou cerca de 668 mil votos. Já o seu adversário obteve quase 625 mil votos. 

Em entrevista após a vitória nas urnas, Sarto destacou que pretende unir os eleitores, após disputa acirrada nas urnas. “A minha função é unir Fortaleza, a campanha passou, eleição passou, não se constrói o futuro olhando pelo retrovisor. Meu sentimento, a minha mensagem que foi acolhida pela maioria dos fortalezenses, é de união, é de reconstruir essa cidade, com pacificação, com tolerância”, afirmou. 

Arte: Brasil 61

Deputado federal mais bem votado do Brasil em 2018, proporcionalmente, JHC obteve pouco mais de 222 mil votos e é o novo prefeito de Maceió. O seu adversário, Alfredo Gaspar (MDB), conquistou 156.704 votos. Eleito pelo PSB, João Henrique Caldas tem 33 anos, é advogado, especialista em direito digital, mestrando em gestão pública e empreendedor. 

A capital maranhense terá um novo prefeito a partir de janeiro do ano que vem. Trata-se de Eduardo Braide, do Podemos, que derrotou Duarte Júnior (Republicanos). Eleito deputado federal em 2018, Braide ganhou mais de 270 mil votos na disputa deste domingo. O candidato derrotado obteve o apoio, nas urnas, de cerca de 216 mil eleitores. Formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Eduardo Braide tentara ser prefeito de São Luís em 2016, mas foi derrotado pelo atual gestor da cidade, Edivaldo Holanda Júnior. 

Em discurso para uma multidão de apoiadores, Braide disse que o resultado das urnas foi uma resposta da população ao atual governo do estado, chefiado por Flávio Dino, que apoiou Duarte Júnior no segundo turno. “Se alguém, por algum dia, tinha dúvida de que São Luís é a ilha rebelde e de que a força do povo é maior do que a força dos palácios, hoje é a resposta. São Luíz mandou, hoje, um recado ao Maranhão. Ninguém coloca cabresto no povo de São Luís”, disparou. 

Com ampla vantagem de votos para o seu adversário no segundo turno, o Dr. Pessoa (MDB) conquistou 236 mil votos, cerca de 62,3% do eleitorado, e será o novo prefeito de Teresina. Seu oponente, Kleber Montezuma, do PSDB, contava com o apoio do atual prefeito da capital do Piauí, o tucano Firmino Filho. No entanto, conseguiu pouco menos de 143 mil votos, o equivalente a 37,7% da preferência. 

Teresina registrou a maior diferença de votos entre os postulantes ao cargo de prefeito entre todas as capitais nordestinas que tiveram segundo turno. José Pessoa Leal, o Dr. Pessoa, é formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (Unifeso), no Rio de Janeiro. Atualmente, o emedebista é professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A vitória dele nas urnas significa o fim da hegemonia do PSDB na capital piauiense, que durou quase 30 anos.

Divulgação

Leia mais

Leia também