Jogadoras brasileiras deixam hotel e embarcam em trem para fugir de guerra na Ucrânia

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Jogadoras brasileiras tentam fugir da guerra na Ucrânia — Foto: Reprodução/Instagram

Jogadoras brasileiras tentam fugir da guerra na Ucrânia — Foto: Reprodução/Instagram

As jogadoras brasileiras Kedma Laryssa, Gabriela Zidoi, Lidiane Oliveira deixaram nesta sexta-feira (4) o hotel em Kryvyi Rih, localizada no sudeste da Ucrânia, e conseguiram embarcar no trem com destino à cidade de Lviv, onde devem seguir até a fronteira mais próxima em Moldávia, e pegar um voo de volta ao Brasil. As informações são de Catarina Costa, do g1 PI.

As três atletas Kedma Laryssa, do Piauí, Gabriela Zidoi, do Espírito Santo, e Lidiane Oliveira, de São Paulo, atuam juntas no clube de futebol ucraniano Kryvbas Women, do país europeu. A cidade em que elas estavam, Kryvyi Rih, ainda não registrou ataques russos.

Nas redes sociais, as jogadoras contaram da tentativa de fugir da guerra na Ucrânia. Na primeira tentativa, as atletas chegaram a passar o dia inteiro de quinta-feira (3) na estação, mas não conseguiram pegar o trem. Segundo Gabriela, várias pessoas estavam tentando embarcar, mas a prioridade estão sendo os idosos, crianças e mães.

Atletas brasileiras embarcam em trem na Ucrânia — Foto: Reprodução/Instagram

Atletas brasileiras embarcam em trem na Ucrânia — Foto: Reprodução/Instagram

Por volta das 8h desta sexta-feira, as brasileiras fizeram uma nova tentativa e conseguiram embarcar no trem com destino a Lviv.

“Estamos indo para Lvilv com mais quatro amigas do nosso time. Continuem orando por nós. Estamos com algumas amigas que falam a língua local”, postaram as jogadoras.

No clube ucraniano de futebol Kryvbas Women, atuam as brasileiras Kedma Larissa Santos, Lidiane Oliveira e Gabriela Zidoi — Foto: Arquivo Pessoal

No clube ucraniano de futebol Kryvbas Women, atuam as brasileiras Kedma Larissa Santos, Lidiane Oliveira e Gabriela Zidoi — Foto: Arquivo Pessoal

As famílias das atletas continuam apreensivas e esperam que as meninas consigam chegar na fronteira com segurança. A mãe da piauiense Kedma Laryssa, Ana Lúcia Araújo, contou que fala com a filha diariamente e desde o início da guerra na Ucrânia vem acompanhando os passos da filha de volta ao país.

“Eu me senti mais aliviada agora que ela conseguiu embarcar no trem. Além das duas amigas brasileiras, ela está com outras jogadoras que falam a língua local e russo. A Kedma ficou presa na cidade de Kryvyi Rih até agora, estava nervosa pensando que caso invadisse e ela não conseguisse sair mais de lá”, contou.

Segundo Ana Lúcia, as atletas devem chegar na cidade de Lviv na tarde de sábado (5), por volta das 16h30. De lá, elas esperam pegar carona e percorrer 25 km para chegar até a última fronteira em Moldávia.

“Elas fizeram cadastro na Embaixada Brasileira quando começou a guerra. A expectativa é que chegando na fronteira, as meninas consigam um voo para o Brasil”, disse a mãe de Kedma.

Kedma esteve com a família em Teresina no fim do ano passado e voltou para Ucrânia início de janeiro. A atleta chegou a jogar a primeira fase do Campeonato Ucraniano, mas iniciou a guerra no país.

“Ela passou o Natal e Ano Novo comigo, depois voltou. Quando a Kedma estava aqui já se falava em guerra, mas ela dizia que isso não iria acontecer, se soubesse ela não tinha voltado”, contou a mãe.

Clube ucraniano de futebol Kryvbas Women se preparava para temporada de jogos na Turquia — Foto: Arquivo Pessoal

Clube ucraniano de futebol Kryvbas Women se preparava para temporada de jogos na Turquia — Foto: Arquivo Pessoal

No dia que começaram os ataques o clube que a piauiense atua, Kryvbas Women, se preparava para viajar no dia 24 de fevereiro para a Turquia, onde estava prevista a pré-temporada de jogos. O Campeonato Ucraniano foi oficialmente suspenso, após a invasão da Rússia ao país. O clima na região é de insegurança e incerteza.

“Teria uma viagem para a Turquia, pra fazer a pré temporada por lá, mas acordamos com a notícia de que a Ucrânia tinha sido invadida. Os aeroportos, então, foram fechados. O sentimento é de medo, nunca passamos por algo parecido”, relatou Kedma Laryssa.

A piauiense contou que mantém contato diariamente com a família e destacou que ela, Lidiane e Gabriela estão sendo acompanhadas pela embaixada brasileira.

Atleta disputou o Campeonato Brasileiro da Série A2 de futebol feminino pelo Tiradentes-PI — Foto: Arquivo Pessoal

Atleta disputou o Campeonato Brasileiro da Série A2 de futebol feminino pelo Tiradentes-PI — Foto: Arquivo Pessoal

Iniciando a sua carreira em Teresina, pelo Flamengo-PI, Kedma teve passagens pelo Iranduba-AM, Fortaleza e no início de 2021, disputou o Campeonato Brasileiro da Série A2 de futebol feminino pelo Tiradentes-PI. Logo depois, embarcou para a Ucrânia e iniciou um novo ciclo na sua careira profissional.

 

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