JANEIRO É MÊS DE PRAIA, ÁGUA DE COCO E PICOLÉ

JANEIRO É MÊS DE PRAIA, ÁGUA DE COCO E PICOLÉ

Quando chega o mês de janeiro muitas pessoas vão para o litoral a procura do mar. É o merecido descanso depois de um ano de trabalho ou estudo. As praias mais frequentadas pelos moradores da nossa região noroeste são as de Guriri e Conceição da Barra. Nos últimos anos tenho andado mais um pouquinho para me banhar no oceano atlântico. Gostei de Nova Viçosa, de Cumuruxatiba e de Porto Seguro.

Nos meus primeiros anos de casado eu gostava mesmo é de alugar uma casa e chamar um monte de amigos para ir juntos. É claro que era para dividir as despesas. Certa vez alugamos uma casa do Bifão, de Mantena, em Conceição da Barra e para lá seguiram, s.m.j., as seguintes pessoas: Elinalton Meireles e Nubia; José Pacheco e Almerinda; Elinaton Oliveira e Soninha; Kullim e Geny; Da Mata; Adenilson; Dalvani e eu. As mulheres faziam a comida
e os homens lavavam as louças. Todos iam para praia e nem todos gostavam d’água. As mulheres ficavam se bronzeando e os homens jogando futebol.

Um dia Naltim e eu fomos ao Rio Iraúna, de onde arrancamos muitos peixes. Também visitamos as dunas de Itaúna e a cruz da Igreja Católica da antiga vila, que desapareceu sob as areias trazidas pelo vento.

A água de coco é muito cara na beirada do mar. Os cocos de meu sitio eu vendo a quinze centavos. Em Balneário Camboriú eu paguei quatro reais por coco. Dei dez reais para pagar três cocos e a mulher ficou olhando para minha cara e eu olhando para a cara dela. Faltam dois reais, disse a dona do quiosque.

Em razão da carestia do coco o Naltim levou um saco cheio deles. Encheu a metade do porta mala do meu corcel II 81, mas foi tudo bem. O problema é que Naltim não poderia oferecer coco a todos nós, caso contrario acabaria na primeira distribuição. O Adenilson, meu cunhado, que até hoje não vale nada, e o meu primo Kullim deram um jeito de tomar água de coco alheia sem ser pegos. Fizeram cautelosamente pequenos orifícios nos cocos e sugavam a água com um canudinho. Depois enchiam o recipiente natural com água da torneira. Eu não seu sei se eles já confessaram estes furtos.

No ultimo dia alguém perdeu a chave do carro e foi um problemão. Em outros anos passamos férias em casas cedidas pelo Sr. Atílio Venturim e Sr. Nildes Nunes de Morais, estas em Guriri Beach. Que venha janeiro. Com certeza comeremos milho cozido, tapioca, empadinhas, churrasquinhos e outras coisas diet e light. Picolé e água de coco não podem faltar. Eu acho que vou levar os cocos do meu sítio. É muito mais barato. Se eu encontrar com alguém de Mantenópolis em Guriri não será mera coincidência.

Texto: Creumir Guerra
Creumir Guerra é Promotor de Justiça no Estado do Espírito Santo

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