Internas do CPFC são preparadas para corrida de rua

Ressocializar por meio do esporte. É com esse propósito que dez internas que cumprem pena no Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC) serão preparadas para fazer parte de um grupo de corrida de rua. A iniciativa é da Vara de Execuções Penais de Vila Velha, que criou o projeto “Correndo para Vencer”. A ideia é incentivar a prática esportiva e, principalmente, contribuir com o processo de ressocialização, qualidade de vida e melhora da autoestima das internas.

A juíza responsável pelo projeto, Dra. Patricia Faroni, explica que as participantes estão no regime semiaberto, apresentam boa conduta e já estão próximas do retorno ao convívio social. Para a juíza, que também é adepta do esporte, a prática é uma ferramenta fundamental de desenvolvimento pessoal e social. “A corrida é um dos esportes mais democráticos do mundo, um dos esportes que mais conquistam adeptos e é neste aspecto que o projeto ‘Correndo para Vencer’, com sua dinâmica de interação, promove a sensação de pertencimento a um grupo, de superar desafios e alcançar objetivos no processo de retorno à vida social, além de constituir um importante instrumento de valorização humana”, destaca Patricia Faroni.

As corridas contarão com a participação da juíza responsável pelo “Correndo para Vencer”. Para iniciar o projeto, educadores físicos voluntários darão todo o treinamento necessário às internas para que elas tenham preparo físico adequado para o esporte e possam participar de corridas de rua promovidas no Estado. O treino será realizado na própria unidade prisional até que elas estejam aptas a participarem de um evento de rua e assim que já houver liberação da atividade em decorrência da pandemia. A previsão é que os treinos sejam iniciados na segunda quinzena de outubro.

A diretora da unidade prisional, Graciele Sonegheti Fraga, ressalta a importância da iniciativa para o convívio social das detentas. “As internas que participam do projeto já têm um certo grau de liberdade, pois possuem o direito da saída temporária, bom comportamento e estão se adaptando ao retorno da vida social. Vemos o projeto com boas expectativas, já que o esporte é, sem dúvida, um bom aliado na questão da saúde física e mental, e pode auxiliá-las nesse processo de inclusão na sociedade”, destaca Graciele Fraga.  

Todos os itens necessários para a prática do esporte – colchonetes, tênis, camisa, top, bermuda e garrafa de água – estão sendo doados ao projeto. Quem quiser contribuir com doações pode entrar em contato com o endereço eletrônico: vep-vvelha@tjes.jus.br

Laudineia Rodrigues faz parte do grupo de internas que participa do projeto. Ela, que nunca praticou nenhum esporte, diz que está animada para um novo começo de vida. “Estou muito animada para começar. Nunca fiz esporte e a vontade de começar é grande. Estamos recebendo muito estímulo e acredito que vai ser maravilhoso começar”, diz.

 

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