Inteligência iraniana anuncia captura de célula do Mossad que buscava incitar violência em protestos


Sputnik Brasil e 247 – Nesta terça-feira (27), o Ministério de Inteligência para Operações de Contraespionagem do Irã anunciou que descobriu um plano de célula adormecida “terrorista do Mossad” para sabotar e desestabilizar a situação no país persa, segundo a agência iraniana Fars News.

“Uma rede de agentes do governo sionista [Mossad] foi desmantelada e capturada junto a um grande carregamento de armas e munições após chegar aos postos fronteiriços ocidentais do país”, disse um alto oficial do ministério em um comunicado citado pela mídia.

O oficial, não identificado, especificou que as armas apreendidas incluíam pistolas, espingardas, fuzis de assalto e granadas, e que o armamento seria supostamente destinado a ser “usado para transformar protestos em motins” e para realizar assassinatos.

Ainda segundo o oficial, o esforço para descobrir a célula terrorista adormecida foi possível através do monitoramento de inteligência fora do Irã e de extensas medidas operacionais de contraespionagem iraniana. 

O Ministério da Inteligência agradeceu ao público, especialmente àqueles nas províncias ocidentais da República Islâmica, que fazem fronteira com a Turquia e com o Iraque, por sua “vigilância constante” e pediu aos cidadãos que fiquem atentos a quaisquer ofertas suspeitas, especialmente no ambiente virtual da Internet.

Adicionalmente, o oficial indicou que durante as recentes eleições presidenciais de Teerã em junho, “o regime sionista pretendia realizar atos de sabotagem em diferentes partes do país em várias ocasiões”, mas que “agindo oportunamente, [a inteligência] evitou esses atos, sabotou terroristas e desferiu um golpe na rede terrorista Mossad”.

O ministério não informou quantos supostos agentes foram capturados ou suas nacionalidades. 

O anúncio ocorre após manifestações que já duram semanas contra a escassez de água no sudoeste do país, causada por uma forte seca. A agitação resultou em pelo menos cinco mortes entre os manifestantes.