Instituto Terra recupera mais de duas mil nascentes no Espírito Santo e MG

O Instituto Terra está recuperando mais de duas mil nascentes nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais.

Para que as nascentes sejam recuperadas, é necessário o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica. Nos últimos anos, as mudas produzidas no instituto foram plantadas em milhares de hectares de áreas degradadas na região da Bacia do Rio Doce.

Um dos produtores rurais beneficiados foi o Isídio Hugo Binda, de Baixo Guandu. Na propriedade dele, a primeira nascente foi recuperada em 2010. E as plantas já cresceram.

Beija-flor fotografado nas florestas do Instituto Terra — Foto: Leonardo Merçon

Beija-flor fotografado nas florestas do Instituto Terra — Foto: Leonardo Merçon

“Na seca, ficamos sem água. Se não caprichar, não fizer a reserva para ter o solo, vai tudo embora”, ensinou. “É para beber, para duas casas, e para o gado beber, ainda. Graças a Deus, está sobrando”.

A supervisora ambiental Cintia Gomes explicou que, na propriedade de Isídio, foram plantadas espécies nativas que ajudam na recuperação das águas.

Animal fotografado nas florestas do Instituto Terra — Foto: Leonardo Merçon

Animal fotografado nas florestas do Instituto Terra — Foto: Leonardo Merçon

“Aqui nós plantamos algumas espécies que são indicadas para áreas de nascentes, o ipê branco, jenipapo, boleira. São todas espécies que plantamos aqui para ajudar no processo de restauração florestal”, apontou a supervisora.

E para a produção dessas mudas, o trabalho de um animal pequeno é essencial. São as abelhas nativas, também conhecidas como abelhas sem ferrão. Elas começaram a ser criadas pelo instituto em 2019. Além de o mel ser uma alternativa econômica para agricultores, elas enriquecem o meio ambiente.

“No Brasil, temos mais de 300 espécies de abelhas nativas, ou sem ferrão, como são conhecidas. São vários tamanhos de abelhas diferentes. Com isso, elas conseguem polinizar vários tamanhos de flores”, explicou a orientadora educacional Andressa Catharina.

“As abelhas estão entre os polinizadores mais importantes do mundo. São fundamentais para garantir a saúde, a força e a diversidade da floresta. Pode ser que [sem as abelhas] a diversidade seria menor. Com isso, teríamos menos animais vivendo aqui. As abelhas promovem um círculo virtuoso: floresta mais forte, mais alimento para os animais, mais animais e mais vida na nossa floresta nativa”.

A campanha Refloresta incentiva o reflorestamento por meio de várias ações, como o lançamento da nova música de Gilberto Gil.

Agora, o projeto quer garantir o plantio de um milhão de mudas por ano. Todos podem ajudar, basta acessar o site do instituto. O projeto tem apoio da Rede Gazeta e de outras instituições.

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