Inspetora da Sejus participa de Curso de Negociação Policial no Mato Grosso do Sul

A Secretaria da Justiça (Sejus) esteve representada no Curso de Negociação Policial, realizado pelo Batalhão de Polícia Militar de Operações Policiais Especiais (BOPE) no Mato Grosso do Sul, durante o mês de agosto. A servidora Adriana Camponez, coordenadora de Intervenção Tática da Diretoria de Operações Táticas (DOT) da Sejus, foi a única inspetora penitenciária do Brasil a participar da capacitação. Ao todo, 34 profissionais de segurança pública de diversos estados da federação fizeram parte do treinamento.

Com carga horária de 150 horas/aula, o curso contou com disciplinas de gerenciamento de crises envolvendo artefatos explosivos, assalto tático, técnicas não-letais, terrorismo, aspectos jurídicos sobre negociação de crises, programação neurolinguística, entre outras.

De acordo com Adriana Camponez, o curso tem como finalidade especializar policiais para ocorrências de crise envolvendo reféns, rebeliões em estabelecimentos prisionais com reféns, entre outras situações em que a negociação é necessária para a retomada do controle. “Foram dias de muito aprendizado, com aulas conduzidas por profissionais qualificados no que se refere à negociação policial. Toda essa bagagem será, sem sombra de dúvida, agregada às ações que desenvolvemos no sistema prisional”, destaca.

Para participar do treinamento, os profissionais passaram por um processo seletivo, que envolveu análise curricular e comportamental. Adriana Camponez explica que para ser um negociador são necessários conhecimentos que envolvem também espírito de equipe, disciplina, autoconfiança, autocontrole, além de conhecimento básico de psicologia aplicado à negociação e à programação neurolinguística.

“São técnicas que podem ser aplicadas em situações de crise, como, por exemplo, a de presos rebelados, utilizando uma argumentação adequada, o diálogo, preferencialmente o uso da força”, explica Adriana Camponez, que é servidora efetiva da Sejus desde 2009. Para integrar a Diretoria de Operações Táticas (DOT) da Sejus, ela passou por diversos cursos de capacitação, que exigem preparo teórico e físico.

Sobre a DOT

Todos os integrantes da Diretoria de Operações Táticas (DOT) da Sejus são servidores efetivos penitenciários, que, após o período mínimo de dois anos de vivência nas unidades prisionais, podem se inscrever e participar do processo de formação e seleção para integrar a equipe. Esse treinamento é oferecido igualmente para homens e mulheres.

O treinamento inclui uma grade curricular extensa, que abrange diversas áreas de atuação, tais como escolta, abordagem, intervenção, trabalho em equipe, atividade física e noções de sobrevivência.