Informações falsas sobre o Aedes Aegypti são prejudiciais para o combate

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Na data considerada como o “Dia da Mentira”, o Núcleo Especial de Vigilância Ambiental faz um alerta: informações falsas e incorretas sobre as arboviroses trazem dificuldades no combate ao Aedes Aegypti. Diante disso, é importante que, não só em 1º de abril, mas em nenhuma data se crie ou compartilhe informações que não sejam verdadeiras. É essencial que a população procure conhecer, por meio de fontes oficiais, as formas corretas e efetivas para inibir a proliferação do mosquito que causa diversas doenças.

A médica infectologista e referência técnica dos arbovírus, Theresa Cristina Cardoso Silva, explica que saber como realizar o combate ao Aedes Aegypti, de forma correta, contribui com uma prevenção efetiva.

“A população deve adotar cuidados para impedir a proliferação do mosquito, o que, consequentemente, evita os prejuízos da doença na saúde dos indivíduos. A dengue, zika e Chikungunya podem matar e causar outros sérios prejuízos à saúde, e é fundamental que as residências sejam cuidadas com a finalidade de eliminar objetos que acumulem água parada. Por isso, é muito importante combatermos as fake news”, ressaltou.

 Confira as principais dúvidas e esclarecimentos sobre a doença:

– Velas de citronela ou andiroba ajudam no combate ao mosquito?

Não, pois esses recursos têm efeito temporário e indeterminado.

– Basta secar os lugares onde tem água parada?

Não adianta só secar os reservatórios de água parada, tem que limpar também. O ovo do mosquito pode se manter viável por mais de um ano sem água!

– O inhame e o complexo B ajudam na prevenção da dengue?

Não. As pessoas falam que principalmente o complexo B tem um cheiro muito forte e espanta o mosquito, mas não é verdade. Tomar vitamina B para evitar a aproximação do mosquito não se mostra eficaz, uma vez que o efeito varia de acordo com o metabolismo da pessoa, podendo não repelir o mosquito.

– É verdade que apenas a fêmea pica?

Sim. Ela necessita do sangue em seu organismo para amadurecer seus ovos e assim dar sequência no seu ciclo de vida. Ela pode colocar até 500 ovos durante o seu tempo de vida, que varia de 30 a 45 dias, tempo suficiente para picar até 300 pessoas.

– É possível distinguir a picada do Aedes aegypti da picada de um mosquito comum?

Não. A sensação de eventual coceira ou incômodo é semelhante à picada de qualquer outro mosquito.

– A água de piscinas pode servir de criadouro para o mosquito?

Depende. Se a água estiver bem tratada e com a concentração recomendada de cloro, o mosquito não se desenvolve. Já foi comprovado que a água com cloro e a água salgada funcionam como repelentes. Caso contrário, o mosquito pode se desenvolver, sim.

– Aplicar borra de café na água das plantas e sobre a terra ajuda a combater o Aedes?

Não. A eficácia da borra de café na dosagem de duas colheres de sopa para meio copo de água não foi comprovada (já foi verificado na prática que água suja de borra de café desenvolve a larva do mosquito) e a sua utilização não simplifica os cuidados atualmente recomendados que são: a eliminação dos pratos ou a utilização de pratos justos aos vasos, a colocação de areia até as bordas dos pratos ou eliminar a água e lavar os pratos com bucha e sabão semanalmente.

É verdade que o mosquito se reproduz mais rápido no calor? Que outros hábitos o Aedes tem?

Sim. No calor, o período reprodutivo do mosquito fica mais curto e ele se reproduz com maior velocidade. Isto explica o aumento de casos de dengue no verão. O mosquito fica onde o homem estiver, prefere picá-lo a qualquer outra espécie e gosta de água acumulada para colocar seus ovos.

No período de inverno a população está livre da doença?

Isso deve ser considerado um engano. Durante o frio, a larva entra no estado de hibernação e quando voltam as chuvas e as altas temperaturas, as larvas eclodem e há contaminação novamente. Portanto, o trabalho de vistoria de quintais, terrenos baldios, estabelecimentos e outros locais, bem como, a busca e eliminação de criadouros do mosquito da dengue deve ser constante.

Clique aqui para mais informações

 

Veja aqui o 12º boletim da dengue.

Veja aqui o 12º boletim de zika.

Veja aqui o 12º boletim chikungunya.

 

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