Indicador mostra estabilidade na confiança de empresários industriais tocantinenses

O empresário industrial continua confiante, mesmo em meio à pandemia. Foi o que constatou a pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do estado de Tocantins (Fieto) para o mês de novembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) passou de 61,9 para 61,4, o que demonstra estabilidade, mesmo com um leve recuo. 

Foram ouvidas 80 indústrias tocantinenses de pequeno, médio e grande porte entre os dias 3 e 12 de novembro. O ICEI é composto por dois indicadores: o de Condições Atuais, que passou de 52,1 pontos em outubro para 53,7 pontos, e o de Expectativas, que registrou 66,8 pontos em outubro e passou para 65,2 pontos em novembro. 

“O ICEI é um indicador antecedente utilizado para identificar mudanças nas tendências do setor industrial. Ele varia de zero a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e abaixo disso indicam falta de confiança”, esclarece a coordenadora de pesquisas da Fieto, Gleicilene Bezerra.  

Em 2020, o cenário foi um pouco diferente. O ICEI registrou uma curva mais acentuada no primeiro semestre, puxada pela pandemia do novo coronavírus. A maior queda foi entre os meses de janeiro e maio, quando passou de 63,2 para 41,3, no auge da crise sanitária de escalas globais.

“Com os efeitos causados pela pandemia, com a redução da demanda e da renda, o índice de confiança do empresário no mês de abril apresentou queda de mais de 20 pontos em relação ao mês de janeiro, refletindo na falta de confiança para os seis meses seguintes. No entanto, no mês de julho, o empresário retomou a confiança, sobretudo pelas avaliações positivas quanto às condições atuais e futuras da economia brasileira e de seus negócios, influenciadas pelas medidas do governo federal”, acredita a coordenadora. 

O Índice é apurado mensalmente e é um termômetro para o setor industrial. “É uma importante ferramenta que auxilia empresários na tomada de decisão. Empresários confiantes tendem a investir mais em seus negócios nos meses seguintes”, destaca. 

A pesquisa é confidencial, por isso os nomes das indústrias que responderam às perguntas não são divulgados.

Foto: Agência Brasil

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