Incaper comemora 64 anos com live e lançamento de nova tecnologia

Em comemoração aos 64 anos de existência, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) promoveu uma live pelo canal do Instituto no YouTube. A solenidade teve a participação do governador do Estado, Renato Casagrande, e de autoridades ligadas ao setor no Espírito Santo. O evento de aniversário foi marcado por homenagens aos servidores e pelo lançamento da tecnologia de Cultivo em Alamedas, resultado de dez anos de estudos de pesquisadores do Incaper.

Em sua fala, o governador citou a importância do Incaper para o desenvolvimento do Estado e dos municípios capixabas. Casagrande lembrou que a comemoração está sendo realizada de forma virtual em decorrência da pandemia. “Certamente estaríamos na sede do Incaper em uma solenidade, mas não estamos deixando de comemorar o aniversário dessa importante instituição. Conheço o Incaper há muito tempo, desde quando era Emater, na época em que eu saí da faculdade e fui trabalhar na Prefeitura de Castelo”, disse.

Casagrande prosseguiu: “Sei da importância do trabalho feito na área de pesquisa e extensão, na educação e no desenvolvimento dos municípios. Que o Incaper possa comemorar muitos aniversários. Temos que continuar a focar na agricultura familiar, pois produz resultados e oportunidades aos capixabas que produzem no Estado. Estamos também sempre inovando e o Incaper levou o Estado a ser referência na cafeicultura, investindo em pesquisa, na transferência de tecnologia e é bom ratificar isso. Estamos comprometidos com o Instituto e queremos que ele esteja presente na vida de todos os capixabas, não apenas na vida dos produtores.”

Também participaram da live o diretor-presidente do Incaper, Antônio Machado; a diretora técnica do Incaper, Sheila Posse; e o diretor administrativo do Instituto, Cleber Guerra. Machado lembrou as conquistas ao longo dos 64 anos de história que foram acompanhadas com proximidade, uma vez que foi servidor da antiga Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que veio a se tornar Incaper no ano 2000, com a junção da Pesquisa.

“Passamos por diversas transformações e os resultados adquiridos são as famílias que testemunham todo o serviço de pesquisa e extensão dos bravos servidores. Agradecemos ao Governo do Estado por acreditar nesse trabalho e manter de pé o Instituto, tão importante para o desenvolvimento rural. O Incaper não parou em momento algum na pandemia, o agro não parou para que chegasse alimento na mesa da cidade. Para isso, nós nos reinventamos, trabalhamos de forma on-line e, assim, ficamos próximos dos agricultores e isso veio para ficar”, ressaltou o diretor-presidente do Incaper.

Machado destacou ainda a infraestrutura do Instituto, que está presente em todo o Estado com 77 Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDR); seis Escritórios Distritais de Desenvolvimento Rural; 11 Centros Regionais Desenvolvimento Rural (CRDR); três Centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDI); nove Fazendas Experimentais, além da Sede, localizada em Vitória.

“São 64 anos de grandes conquistas e inovações. A agricultura do Espírito Santo passou por grandes transformações e o Incaper é responsável por isso. Uma instituição respeitada e reconhecida nacionalmente e internacionalmente pela atuação focada aos agricultores de base familiar capixaba. Mesmo em meio à pandemia do novo Coronavírus, quando a agricultura não parou e não faltou alimento na mesa da sociedade, ali estavam presentes os mais de 38 mil atendimentos na pesquisa, na administração e na extensão rural. Isso mostra a força que o Incaper tem. Desejo vida longa ao Instituto”, pontuou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Paulo Foletto.

Ainda durante a live foi lançada a tecnologia de Cultivo em Alamedas, uma técnica de manejo do solo voltada para produtores que adotam práticas de agroecologia e agricultura orgânica. A tecnologia foi desenvolvida após 10 anos de estudos pelos pesquisadores do Incaper, Jacimar Luiz de Souza e João Batista Araújo, consistindo em um sistema de adubação e fertilização do solo que contribui para a melhoria da produção, a redução dos custos e a preservação ambiental. Os resultados obtidos comprovam a alta capacidade das árvores em melhorar as propriedades do solo, reciclar nutrientes e fornecer nitrogênio às culturas. 

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