Implantação de complexo ferroviário deve gerar 5 mil empregos diretos

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Acontece na próxima sexta-feira, 11, às 10h, na Câmara de Vereadores de Barra de São Francisco, a primeira audiência pública da nova fase, de implantação do complexo ferroviário da Petrocity Ferrovias. O encontro foi acertado entre o presidente do Legislativo francisquense, vereador Lemão Vitorino, e o presidente da Petrocity Ferrovias, José Roberto Barbosa da Silva e deverá contar com a presença de vários prefeitos da região, inclsuive o prefeito Enivaldo dos Anjos, um dos maiores entusiastas do novo modal logístico.

Já foram feitas audiências nas cidades que sediarão as UTACs (Unidades de Transbordo e Armazenagem de Cargas) em cidades de Minas Gerais.
Barra de São Francisco está na convergência das EF 456 e EF 030 e sediará uma UTAC que permitirá o transbordo de vagões entre as duas ferrovias.

Os detalhes de implantação da Estrada de Ferro Juscelino Kubitschek (EF 030), que ligará Brasília (DF) ao Complexo Portuário de São Mateus (ES), no distrito de Urussuquara, passando por Barra de São Francisco (ES), numa extensão de 1.300 quilômetros, começaram a ser levados às lideranças políticas e empresariais do Norte de Minas Gerais em fevereiro, na Câmara de Vereadores de Montes Claros.

Ainda no mês de março, a diretoria da Petrocity Ferrovias planeja mais duas audiências públicas, uma em Teófilo Otoni e outra em Grão Mogol, que também sediarão unidades de transbordos na JK. Posteriormente, fará o mesmo em cidades cortadas pela Estrada de Ferro Planalto Central – EF 355. As primeiras audiências já foram feitas em Governador Valadares e Ipatinga, cidade mineiras que serão alcançadas pela Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo (EFMES), a EF 456, que ligará o Vale do Aço a Barra de São Francisco.

A rigor, a Estrada de Ferro JK está sendo projetada para ser um corredor de escoamento de grande parte da produção de grãos do Brasil Central, haja vista que Unaí, no Norte de Minas, com cerca de 90 mil habitantes, é um dos maiores produtores de grãos do Brasil tendo destaque ora como maior de feijão, ora como maior produtor de milho, além de um grande volume de soja, arroz, sorgo, trigo e outras culturas.

As cargas que trafegarem pelo Complexo Ferroviário de mais de 2.100 quilômetros da Petrocity Ferrovias terão como destino o Centro Portuário de São Mateus, com capacidade para 18,5 milhões de toneladas/ano, a ser construído pela Petrocity Portos no distrito de Urussuquara. Será o único porto da região Sudeste dentro da área da Sudene. O CPSM está em processo de licenciamento ambiental no Ibama, último passo antes de iniciar as obras.

Cinco mil empregos

O novo complexo ferroviário do Centro-Oeste ao litoral do Espírito Santo deve gerar 5 mil empregos durante as obras de construção das linhas férreas. A perspectiva da Petrocity é de criar milhares de outros empregos durante a operação logística, segundo José Roberto Barbosa da Silva.

O executivo detalhou o projeto de infraestrutura logística a ser viabilizado com recursos da iniciativa privada durante as audiências públicas realizadas em Montes Claros, no Norte de Minas, e Unaí, no Noroeste. Previstas como condicionantes dentro dos processos de concessão de exploração de serviços, as reuniões contaram com a presença de autoridades municipais, dirigentes de entidades de classe, empresários, deputados, vereadores e outros representantes da sociedade civil.

Segundo José Roberto Silva, o megaprojeto no modal de transporte tem investidores nacionais e estrangeiros e não demandará recursos oriundos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O brasileiro estava acostumado com obras feitas somente com recursos públicos, à base do ‘eu só acredito se tiver dinheiro do governo, do BNDES’. Agora, isso acabou. Hoje, lá fora, tem os fundos. Há os grandes investidores financeiros. Temos bancos nacionais e internacionais que participam de investimentos em infraestrutura a partir do momento em que haja segurança em se investir em projetos que efetivamente apresentam uma segurança no retorno e nos prazos a serem cumpridos”, destacou.

O presidente da Petrocity afirmou que a previsão da empresa é concluir todos os projetos de licenciamento ambiental e executivos do megaprojeto ferroviário em cinco anos, para agilizar as obras de construção do empreendimento. O grupo encomendou estudos que apontam que o retorno de todo o montante disponibilizado pelos investidores se dará dentro de 10 anos com os valores a serem cobrados pelo transporte de diferentes tipos de cargas. Entre elas, grãos, fertilizantes, minério, madeira e rochas ornamentais.

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