Impeachment: acusação aponta que invasores do Capitólio seguiram ordens de Trump


Segue o processo de impeachment contra Donald Trump no Senado. Nesta quinta (11). os deputados democratas responsáveis pela acusação encerraram suas alegações com uma argumentação que vincula diretamente o ex-presidente à violenta invasão ao Capitólio em 6 de janeiro, que tentou impedir a homologação pelo Congresso da vitória eleitoral de Joe Biden.

Os parlamentares fundamentam a tese nos depoimentos de manifestantes sobre suas motivações dos atos.

“As suas próprias declarações antes, durante e depois do ataque deixaram claro que o ataque foi feito por Donald Trump, por suas instruções e para cumprir seus desejos”, disse a deputada Diana Degette, do Colorado, uma das nove democratas da Câmara que compõem a equipe que atua como promotoria.

Os acusadores também incluíram declarações e ações de Trump incitando e minimizando a violência de seus apoiadores, mencionando, entre outros, o caso de Charlottesville, onde supremacistas brancos levaram a confrontos com manifestantes contrários aos racistas e deixou três mortos.

A acusação apontou ainda que Trump não sente remorsos, e, caso volte a se eleger — possibilidade que o processo de impeachment visa justamente impedir —, poderá ter o mesmo comportamento.

“Meus queridos colegas, há algum líder político nesta sala que acredita que, se algum dia o Senado permitir a sua volta ao Salão Oval, Donald Trump parará de incitar a violência para conseguir o que quer? Você apostaria a vida de mais policiais nisso? Você apostaria a segurança de sua família nisso? Você apostaria o futuro da sua democracia nisso?”, disse Jamie Raskin, deputado de Maryland e o principal responsável pela acusação.

A defesa de Trump deve apresentar suas alegações nesta sexta-feira (12), tendo 16 horas ao todo para a defesa.

(Foto: Reuters)

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