ICEPi promove I° Simpósio Capixaba de Educação Permanente: desafios e perspectivas inovadoras

O Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi) realizou, nessa segunda-feira (30) e terça-feira (31), o “I° Simpósio Capixaba de Educação Permanente: desafios e perspectivas inovadoras”, com palestras e oficinas em parceria com a Rede Unida. O evento foi presencial e também transmitido pelo canal do instituto no YouTube.

A palestra de abertura foi feita pelo diretor do ICEPi, Fabiano Ribeiro dos Santos, e Alcindo Ferla, representante da Rede Unida. “Nós instituímos uma carta acordo via Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em parceria com a Rede Unida, e essa carta acordo tem desenvolvido processos que envolvem a educação permanente, principalmente, para que a gente possa desenvolver o ICEPi nessa perspectiva. O instituto traz a inovação de forma cotidiana e falar da educação permanente no ICEPi é falar de como essa educação está alinhada ao processo de inovação”, disse Ribeiro.

Já Ferla destacou que “é fundamental que a gente aprenda porque a Saúde é complexa na sua produção, na sua origem. O trabalho se renova, se atualiza”.

A segunda palestra teve como tema “Conversando sobre a EPS Capixaba: Memórias e histórias” e contou com o gerente de Ensino do ICEPi, Luiz Cláudio Oliveira, e a secretária Municipal de Saúde de Itapemirim, Elisa Daroz.

“Nós temos pessoas comprometidas com o projeto político-pedagógico da educação permanente. Educação permanente em saúde foi um termo forjado dentro do Sistema Único de Saúde (SUS)”, destacou Oliveira. Já Elisa Daroz, apresentou os desafios e perspectivas inovadoras da Comissão de Integração Ensino e Serviço da Regional Sul (Cies Sul).

Para fechar a manhã do primeiro dia, os palestrantes da Rede Unida, Alcindo Ferla e Ricardo Ceccim, abordaram o tema “EPS: estratégias para inovação no SUS”.

“A educação permanente entra neste lugar onde precisamos ser um coletivo se nós somos trabalhadores que compartilham o local de trabalho, algum desafio de trabalho. Para isso. temos de estar efetivamente envolvidos no que há para fazer”, ressaltou Ceccim.

Depois foram feitas as oficinas “Política, estratégia metodológica, dispositivo de mudanças e inovação”‘. O que mais podemos produzir com a EPS?” e “Como estruturar a EPS a partir das Cies e Plano Regional de Educação Permanente em Saúde (Pareps) nas Regionais?”.

 

Segundo dia

O segundo dia de Simpósio começou com uma mesa de abertura sobre o Provimento e as Residências Médicas e Multiprofissionais. A coordenadora do Programa de Provimento Qualificação da Atenção Primária à Saúde (Qualifica-APS), Ana Carolina Braga, apresentou a equipe e o funcionamento do programa. “Nesse tempo de programa, avançamos muito nas questões tecnológicas, das ferramentas educacionais, com formações totalmente on-line. É um desafio que conseguimos superar e acredito que a maior aprendizagem é a aquisição de novas competências”, detalhou Braga. 

A coordenadora dos Programas de Residência, Clarice Sampaio, apresentou a evolução de apenas um programa em 2019 para oito em 2020 e 2021. “Ainda neste ano, pretendemos dobrar o número e chegar a 16. É uma alegria em um ano e meio estar com esses programas consolidados”, completou.

Depois foi realizada a palestra “Diálogos sobre formação em serviço: Qual é o papel das residências e do provimento na consolidação do SUS Capixaba?”, com Ricardo Ceccim.

 

Fórum e oficina

No segundo dia de Simpósio ainda foi realizado um fórum em defesa das Residências Multiprofissionais em Saúde com a coordenadora Clarice Sampaio e membros da residência.

A oficina “Como construir dispositivos formativos (Campo e Núcleo) para qualificar o escopo de prática no Qualifica APS?” fechou o evento e contou com a participação de servidores da Secretaria da Saúde (Sesa) e do ICEPi. Os participantes debateram os conceitos de campo e núcleo na saúde e apresentaram as tarefas realizadas a partir das oficinas do primeiro dia de simpósio.