Hospitais particulares e filantrópicos do Espírito Santo registram falta de medicamento para intubação, diz secretário

 

O secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, alertou que hospitais particulares e filantrópicos já registram falta de medicamentos para intubação e pediram empréstimos ao governo. O chefe da pasta ainda avaliou a ocupação de leitos como “crítica” e disse que é necessário contar com as altas e óbitos para garantir a internação de pacientes.

A declaração do secretário foi feita nesta terça-feira (18), depois de entrar em vigor o decreto de quarentena para todos os municípios do Espírito Santo. A informação é de Luiza Marcondes, do G1 ES.

Apenas o funcionamento de serviços essenciais está permitido. A medida foi necessária para evitar o colapso do sistema de saúde. A taxa de ocupação dos leitos de UTI para o tratamento de Covid-19 já passa de 90%.

Questionado sobre a possibilidade de faltar medicamento para o tratamento de infectados pelo vírus em Unidade de Terapia Intensiva, como ocorre em outros estados brasileiros, o secretário informou que o estado fez compras do material em janeiro já esperando que a pandemia piorasse.

 

Paciente é reanimado dentro da UTI para Covid-19 do Hospital Jayme Santos Neves, no ES

Paciente é reanimado dentro da UTI para Covid-19 do Hospital Jayme Santos Neves, no ES

No entanto, a situação não é a mesma nas redes particular e filantrópica. Segundo Nésio, em ambas faltam insumos necessários para intubação e os hospitais têm recorrido a empréstimos com o governo do estado.

“Na rede pública, nós planejamos o suprimento de insumos, medicamentos e EPIs ainda no mês de janeiro, quando solicitamos a ordem de fornecimento dos itens necessários para intubação. No entanto, essa dificuldade de aquisição já ocorre nas redes privada e filantrópica, que têm solicitado ao Governo do Estado o empréstimo desses medicamentos porque eles não estão encontrando para compra”, relatou o secretário.

Nésio ainda apelou para que a população siga as recomendações do decreto do Governo e fique em casa. Apenas serviços essenciais devem funcionar no período de 14 dias de quarentena.

Caso as medidas não sejam seguidas, a taxa de ocupação de leitos pode continuar aumentando. De acordo com o secretário, o nível é crítico e o estado conta com as altas e óbitos diários para que todos os pacientes sejam atendidos na rede pública.

“O nível é muito crítico e exige que todos os dias nós tenhamos que contar com as altas e com os óbitos para estabelecer giro do leito e garantir o acesso dos pacientes no Espírito Santo.”

Enquanto durar as medidas restritivas no Espírito Santo, o secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, Alexandre Ramalho, informou que serão feitas ações conjuntas fiscalização e lembrou que existem punições para quem descumprir o decreto.

“Nós continuaremos trabalhando nesses 14 dias sempre em uma linha de conversa com as pessoas. Se o comércio abrir, nós temos medidas administrativas e estamos integrados com poder judiciário e o Ministério Público. Então, existem sanções que serão aplicadas. Isso não é uma medida simpática, mas ela visa a preservação das vidas dos capixabas e nós iremos trabalhar nessa linha”, disse Ramalho.

 

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