Hospedagem de profissionais de saúde paga pelo governo do Espírito Santo ainda está em análise

Enquanto isso, trabalhadores que estão na linha de frente no combate à pandemia e optam por hotéis no período de descanso têm que arcar com as despesas.

Mais de um mês após o anúncio de que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) alugaria quartos de hotéis para profissionais da saúde durante a pandemia, a promessa continua no papel. Enquanto isso, médicos e enfermeiros que tentam proteger familiares da contaminação pelo coronavírus precisam pagar por conta própria pela hospedagem.

Alguns hotéis da Grande Vitória chegaram a se preparar para receber um grande quantitativo de profissionais.

Desde que a pandemia começou, os estabelecimentos passaram a oferecer álcool em gel, kits lacrados e limpeza reforçada, feita por profissionais protegidos e com produtos indicados.

Em um hotel, cerca de cinco a seis profissionais são recebidos a cada semana. Eles costumam ficar em turnos de dois dias, nos intervalos entre os plantões.

“Hoje, o hotel recebe profissionais da saúde de maneira avulsa, que se hospedam no hotel e buscam segurança de um lugar com toda higienização para proteger suas famílias”, disse o gerente Paulo Maia.

Por enquanto, os próprios profissionais arcam com as despesas. Em maio, a Sesa disse que iria disponibilizar mais de 12 mil diárias para cerca de 830 profissionais da saúde, o que ainda não aconteceu.

A secretaria explicou que o pregão eletrônico para contratar as hospedagens foi realizado no dia primeiro de junho e que a documentação das empresas ainda está em análise.

Já os profissionais que não podem pagar pela hospedagem têm procurado outras alternativas. Segundo a enfermeira e presidente do Conselho Regional de Enfermagem Andressa Barcellos, alguns dormem em carros e terraços.

“A gente tem relatos de profissionais que contraíram a doença e acabaram disseminando a doença entre seus familiares. A gente também tem relatos de profissionais que estão dormindo na varanda, dentro do carro, no terraço, com medo de contaminar seus familiares. É importante que a gente entenda que a garantia de hospedagem dos profissionais não é luxo, é uma estratégia de prevenção de disseminação da doença”, disse.

O presidente da Associação Médica do Estado, Leonardo Lessa, diz que o Espírito Santo tem um dos maiores índices de contaminação de profissionais de saúde do país e que, para ele, o governo está atrasado em relação às medidas de prevenção.

“Sinceramente, acho que o tempo hábil para que isso fosse feito de maneira que tivesse realmente impacto já passou, acho que esse tempo não existe mais. O que a gente tem que fazer agora é tratar esses casos pontuais, até porque um grande número de profissionais de saúde já foram infectados”, opinou.

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