Himaba passa a integrar banco de dados nacional para monitoramento dos cuidados neonatais

Parte da equipe neonatal do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, administrado pelo Instituto Gnosis, participou, na manhã desta quinta-feira (22), de uma reunião on-line com a Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde. Na pauta, a integração das maternidades que são referência estadual em todo o País para o Método Canguru no banco de dados nacional para o monitoramento dos cuidados neonatais. 

A iniciativa faz parte das ações do “Qualineo”, estratégia criada pelo Ministério da Saúde para reduzir as taxas de mortalidade neonatal (até 28 dias de vida) e qualificar a atenção ao recém-nascido nas maternidades. Com a interligação das maternidades, será possível identificar o perfil dos bebês internados, o perfil dos cuidados prestados, avaliar a qualidade do cuidado e a partir daí desenvolver estratégias de melhorias. 

A responsável técnica do Banco de Leite Humano do Himaba, Angélica Carvalho, explicou que essa estratégia de monitoramento do “Qualineo” vai possibilitar que o Himaba tenha indicadores e dados estruturados, que ajudem os profissionais a conhecerem como as crianças que nascem graves são cuidadas. 

“Entendo qual é o perfil. Conseguimos ver a qualidade do cuidado e o que precisamos melhorar. Com essa ferramenta, vamos conseguir comparar não apenas um hospital com outros, mas um Estado com outro. E, a partir daí, construímos uma rede de colaboração, onde o que tiver com mortalidade menor, vai pode ajudar o que está com maior. Essa troca e essa visão de rede são fundamentais”, disse Angélica Carvalho. 

A profissional ainda pontuou: “Somos referência no Estado com o método Canguru. Temos uma equipe altamente qualificada para compreender o nosso perfil e saber quais são os nossos pontos a melhorar”, acrescenta.

 

Canguru 

O Método Canguru é uma norma de atenção humanizada, voltada ao recém-nascido prematuro com menos de 37 semanas e baixo peso (menos de 2,5Kg), que busca deixar a criança em contato direto (pele a pele) com a mãe, na posição canguru, para estimular o aleitamento materno e o vínculo afetivo, além de evitar infecções, diminuindo o tempo de internação. 

A técnica acontece em três etapas. A primeira ocorre com o acompanhamento do bebê pela mãe, dentro da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (Utin), quando a criança deve perceber sua presença a cada momento, por meio do toque, que transmite calor, carinho, conforto e segurança. 

A segunda etapa ocorre na enfermaria, para onde as crianças com baixo peso podem ir após um período na Utin, ou mesmo após o nascimento. Nessa etapa, o bebê permanece de maneira contínua com a mãe e a posição canguru, em que a criança fica na vertical, é realizada pelo maior tempo possível, evitando refluxo, menos risco de sufocamento e de parada da respiração durante o sono. Para isso, são utilizadas faixas facilitadoras para esta postura. Esse período funciona como um estágio pré-alta hospitalar. 

Após a alta médica, a terceira etapa caracteriza-se pelo acompanhamento da criança e da família no ambulatório até atingir o peso de 2,5 kg. O trabalho é feito com o suporte de equipes treinadas e conscientes de sua importância.

 

O Himaba 

Mantido pelo Governo do Estado, o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, é administrado desde o dia 6 de novembro de 2019, pelo Instituto Gnosis, por meio de um contrato de gestão firmado com a Secretaria da Saúde (Sesa).

 

Leia mais

Leia também