Helicóptero que caiu no Espírito Santo tentou fazer pouso forçado, aponta investigação

 

O Helicóptero que caiu no bairro Riviera da Barra, em Vila Velha, na Grande Vitória, no dia 6 de janeiro, tentou fazer um pouso forçado, conforme aponta o relatório de ocorrências do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). As informações são da TV Gazeta.

A causa do acidente aéreo que matou o engenheiro de manutenção Octávio Schneider, de 68 anos, e a namorada dele, a empresária Lucimara Poleto, de 52, começou a ser investigada na manhã seguinte à queda, quando investigadores da Aeronáutica e peritos da Polícia Civil estiveram no local para coletar dados.

De acordo com o relatório elaborado pelo Cenipa, houve uma perda de controle do voo.

“A aeronave entrou em emergência e o piloto realizou uma descida acentuada, com intenções de pouso. A aeronave perdeu altitude e colidiu contra árvores e solo”, diz o documento, que foi publicado no Painel do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).

No entanto, o relatório aponta que tais informações são preliminares e que até o momento não serão apresentadas informações sobre os fatores que causaram o acidente aéreo. O prazo para a conclusão da investigação e para a apresentação dos resultados não foi informado.

A aeronave pilotada por Octávio Schneider saiu de Guarapari com destino ao Aeroclube do Espírito Santo (Aces), na Barra do Jucu, em Vila Velha, na manhã de 6 de janeiro. Entretanto, por volta das 10h30, o helicóptero caiu em um terreno do Exército, ao lado do local de pouso, em Riviera da Barra. As vítimas receberam atendimento médico, mas morreram no local.

O gerente de segurança do Aeroclube, Marcus Nacif, que trabalhou por 13 anos na área de investigação de acidentes aéreos explicou como funciona o procedimento de investigação do Cenipa.

“Eles vão fazer uma ação inicial para recolher documentos, entrevistar testemunhas e possivelmente levarão o motor da aeronave para uma análise técnica em laboratório. Isso vai levantar as hipóteses do que pode ter causado o acidente. A investigação da Aeronáutica é para levantar as hipóteses dos fatores que contribuíram para a queda e tomar medidas preventivas para que outros acidentes não ocorram”, informou Nacif.

Helicóptero ficou destruído após cair em uma área particular em Riviera da Barra

Helicóptero ficou destruído após cair em uma área particular em Riviera da Barra

Após o acidente, Nacif analisou as imagens da queda. Em entrevista à TV Gazeta, ele disse acreditar que pode ter ocorrido uma falha técnica ou que Octávio tenha passado mal. De acordo com o gerente de segurança, o engenheiro tinha 40 anos de experiência com aviação.

“Vendo as imagens, a gente achou que era alguma faísca saindo do helicóptero, mas depois vimos que não, que era algum reflexo do sol na cauda. A gente percebe que no final, a uns 10 metros do solo, ele faz uma manobra de frenagem do helicóptero e levanta o nariz do helicóptero na tentativa de amortecer, de frear aquela queda, mas foi muito em cima. Por isso a gente considera que pode ter acontecido um mal súbito, pela demora no tempo de reação”, explicou.

  1. Coleta de dados: militares especializados coletam os dados. Para isso, analisam os destroços, busca indícios de falhas, levanta hipóteses sobre performance da aeronave nos momentos finais do voo, fotografa detalhes, entrevista testemunhas e retira partes da aeronave para análise.
  2. Análise de dados: os dados coletados são analisados, estabelecendo relações que levarão em conta diversos fatores contribuintes, sejam materiais (sistemas da aeronave e projeto), humanos (aspectos médicos e psicológicos) ou operacionais (rota, meteorologia entre outros).
  3. Apresentação dos resultados: o resultado da investigação é divulgado somente após a conclusão do relatório final, que é publicado no site do Cenipa. Ele identifica os fatores que contribuíram para o acidente e elabora as respectivas recomendações de segurança. Não há prazo para que ele seja elaborado.

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