Guerra da Síria completa 10 anos com Assad fortalecido e país arruinado


Em março de 2011, eclodiram os protestos contra o governo de Bashar al-Assad na Síria. A onda de protestos e mudanças da Primavera Árabe inspirou um movimento pelo fim do regime de Assad, mas as esperanças dos manifestantes e rebeldes foram violentamente reprimidas. 

Nos sete meses de protestos no país, 3.000 pessoas foram mortas, incluindo 187 crianças. O conflito se estendeu em uma guerra civil em pouco tempo.

Uma década depois, o combate intenso entre as forças de Bashar al-Assad, separatistas espalhados pelo país, grupos terroristas, forças democráticas e as superpotências globais levou o país a ruína. 

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização que se opõe ao governo de Assad, estima que até ano passado 380.000 pessoas morreram, sendo 115.000 civis. 

Um levantamento da UNICEF aponta que em 10 anos 12.000 crianças foram mortas. 

A economia do país caiu aos pedaços, com uma das maiores desvalorizações da moeda já registradas, sanções internacionais e o colapso do vizinho Líbano, maior parceiro comercial.

A ONU calcula que 80% dos sírios vivem em pobreza. 60% encaram risco de fome.

Assad, com assistência russa e iraniana, conseguiu retomar um controle relativamente sólido do poder, apesar de acordos internacionais não garantirem a representação de diferentes grupos.

Forças curdas mantêm o controle de um quarto do território no nordeste do território, grupos armados controlam em grande parte o noroeste, rebeldes apoiados pelos turcos têm os trechos de fronteira com a Turquia. Assad controla o restante.

(Foto: Bassam Klabieh/Reuters)

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